terça-feira, 9 de agosto de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Reunião Ascine-RJ 1º de Junho de 2011(ata )
Atlântico Negro – Clementino Junior
Ankito – Yuri Chamusca
Beco do Rato – André Sandino , Frederico Cardoso e Leonardo Oliveira
Cine Mofo : Flávio Machado
Lumioar – Pedro Polp
Subúrbio em Transe – Leonardo Oliveira
Foram discutidos os tópicos lançados via e-mail na lista até 4 horas antes da reunião . No decorrer da Reunião um tópico foi proposto por Clementino – cineclube Atlântico Negro : Ocupação das comunidades com UPP através de projeto construído entre Ascine-RJ e ABDeC .
Tópicos :
Contabilidade de publico :
Ficou constatada a falta de comprometimento da maioria dos cineclubes filiados a Ascine –RJ com a ação que busca coletar os dados dos cineclubes , e converte-los em documentos que posteriormente serão disponibilizados publicamente afim de demonstra o trabalho dos cineclubes e sua importância no atendimento ao publico . Essa ação gerará números que poderão ser usados por qualquer cineclube filiado na busca por potencializar suas ações através de possíveis apoiadores.
Circuito cineclubista Fluminense :
Visões periférica : foi discutido pelos presentes a parceria com o festival Visões Periféricas 2011 . todos estão de acordo com a proposta de criação de uma mesa de debate que tratara do tema cineclubismo e educação , assunto que será amplamente discutido no decorre deste e do próximo ano através de seminários propostos pelo CNC e realizados em parceria com associações e coletivos locais .
Também foi de entendimento entre os presentes que os cineclubes que não conferem com a contrapartida dos circuitos anteriores ao Visões Periféricas , MFL e Mostra Brasilidades , não penderam participar do circuito visões e quais quer outro que possa surgir .
Revisão do statuto e montagem de chapa para nova eleição de diretoria :
Foi de entendimento dos presentes que precisamos nos mobilizar mais para dar fim a discussão estatutária e a eleição da nova diretoria , mas também é de entendimento dos que estiveram na reunião que o mais interessante seria manter o statuto atual e adicionar ao regimento interno a forma de trabalho por frente de trabalho .
Artigo 45 :
XIX – a exibição pública sem finalidade comercial, realizada por associações cineclubistas, assim reconhecidas pelo Ministério da Cultura, feita a partir de cópia legalmente obtida, exceto por meio de locação ou empréstimo, desde que a associação não tenha finalidade lucrativa, por si própria ou por vínculo com empresas ou entidades, e que a exibição não concorra com a exploração comercial da obra;
Todos os presentes estão de acordo com a necessidade da Ascine-RJ encaminhar ao CNC uma carta pedindo que haja uma revisão do texto descrito acima pois da forma que está escrito pode ser um problema ao invés de uma solução. Tal carta será construída via nossa lista de discussão e para isso precisaremos da colaboração de todos .
Encontro CNC em Atibaia :
Nossos representantes , Davi e Lauro não puderam estar presentes na reunião e por isso aguardamos manifestações sobre o encontro na lista de discussão .
SEBRAE e a cadeia produtiva do áudio visual do Rio de Janeiro:
O Sebrae vem desde Abril realizando uma serie de encontros em sua sede que busvcam encontrar uma fome de melhor desenvolver o audiovisual no rio de janeiro . Leonardo Oliveira tem freqüentado as reuniões e nos falou sobre como tem sido e os apontamento s que tem feito na direção do cineclubismo .
Projeto Ascine-RJ + ABDeC:
Durante a reunião Clementino atual presidente a ABDeC e responsável pelo cineclube Atlântico Nego propôs uma parceria entre as duas instituições para construção de um projeto que abarque o campo da prudução e exibição audiovisual que deverá ser realizado em comunidades com UPP (unidade de policia pacificadora ) . Esse projeto já vem sendo discutido por email , é aberto a todos basta manifestar interesse via lista de discussão .
Associação de cineclube do Rio de Janeiro , Ascine-Rj
www.ascinerj.blogspot.com
terça-feira, 24 de maio de 2011
Resultado circuito cineclubista Fluminense Mostra do Filme Livre 2011
Durante período que compreende os meses de Março e Abril de 2011, foi realizado o circuito Cineclubista Fluminense em parceria com a Mostra do Filme Livre .
O circuito cineclubista Fluminense é uma ação realizada pela Associação de cineclubes do Rio de Janeiro em parceria com festivais , mostras , produtoras e realizadores independente que consiste em disponibilizar conteúdo diferenciado aos cinecclubes filiados a associação , a agregar outros circuitos como o de festivais e mostras ao circuito cineclubista afim de fortalecer as ações de ambas as partes . O processo de participação é democrático portanto a adesão dos cineclubes ao circuito sugerido se da de forma espontânea . Abaixo segue a relação de cinecclubes participantes do circuito em parceria com a MFL 2011, a contabilidade de publico e um breve relato sobre cada sessão .
Quantidade de exibições : 11
Total de expectadores : 267
OBS: nem todos os cineclubes puderam encaminhar registro fotografico de suas exibições .
Abaixo relação dos cineclubes que participaram deste circuito .
CINECLUBE CINEMA PARAÍSO
Filmes:
O Assassino do Bem
O mundo é belo
Amigos Bizarros de Ricardinho
Izamara
Cante um funk para um filme
A dama do peixoto
O menino que colhia cascas
Projeto silêncio
Não existem profetas
Balanços e Milkshakes.
Local: Rua Doutor Francisco Portela, 1470, Patronato- SG. Rio de Janeiro - Uerj/FFP
Datas: 07/04 e 14/04
Horário: 19h
Público: 30 (por exibição)
Relatório da sessão:
Após a sessão dos curtas ocorreu um debate. As sensações que os curtas passavam foi a questão mais levantada, devido a diversificação das temáticas abordadas e a maneira como foram filmadas, como por exemplo o curta O mundo é belo, que diferencia a forma de filmagem do curta Amigos Bizarros de Ricardinho.
CINECLUBE DIGITAL
Filmes:
O Assassino do Bem, Balanços e Milkshakes
Só Mais um Filme de Amor
Handebol
Áurea
Amigos Bizzarros do Ricardinho
Murmúrio da Vida
Nego e Diga para minha família que eu estou preso e vou voltar em um ano.
Local: SESC Nova Iguaçu - Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá – Nova Iguaçu – RJ – Teatro
Datas: 13/04
Horário: 19h
Público: 15
Relatório da sessão:
Apesar do pouco público, a sessão foi muito boa. O público que compareceu permaneceu até o final, quando recebemos Zeca Ferreira (Diretor de “Áurea”), para um Debate sobre o Filme. Além disso a sessão contou com Intervenção Artística de Josué Soares – Mímico.
CINECLUBE CINEOLHO
Filmes:
Izamara
Murmúrio da Vida
A Dama do Peixoto
O Sarcófago e Cante Um Funk Para Um Filme.
Local:
MAC- NIterói Museu de Arte Contemporânea de Niterói Mirante da Boa Viagem, s/nº. Niterói, RJ
Datas: 26/03
Horário: 16h30
Público: 16
Relatório da sessão:
No debate que fizemos após a sessão, ressaltamos que conseguimos identificar uma idéia central que permeia todos os filmes, que é a de lançar um foco sobre personagens urbanos sui-generis (apenas o "Momento da Vida" trata de um personagem de área não-urbana). Na verdade, dois deles (A dama do Peixoto e Sarcófago) mais que isso, tratam de pessoas que vivem uma espécie de universo paralelo. A discussão sobre personagens levantou uma instigante conversa sobre figuras locais, de NIterói.
CINECLUBE BECO DO RATO
Filmes:
A Dama do Peixoto
Vuvuzelas de Madureira
Handebol
O Último Dia
Local: Sala de Cinema Eduardo Coutinho no Retiro dos Artistas – Rua Retiro dos Artistas nº 571 Pechincha - Jacarepaguá.
Datas: 30/03
Horário: 19h
Público: 25
Relatório da sessão:
A sessão do beco na mostra do filme livre foi realizada na sala de cinema Eduardo Coutinho que fica no Retiro dos Artistas em Jacarepaguá.
Tivemos 25 espectadores em uma sala para 50 pessoas.
Houve uma breve conversa com o realizador do Vulvuzelas de Madureira que esteve presente na sessão com amigos e parentes.
CINECLUBE CINE BELÉM
Filmes:
Murmúrio da Vida
A Dama do Peixoto
Izamara
O Sarcófago
Local: Espaço Cultural Código - Rua Davi, 397. Nova Belém – Japeri/RJ
Datas: 18/03 e 25/03
Horário: 19h
Público: 19(por sessão )
Relatório da sessão:
A exibição dos filmes ocorreu ás 19h no Espaço Código nos dia 18 de Março e 25 de Março. A MFL fez a abertura das atividades do Cine Belém, pois como a instituição estava em processo de organização para início das atividades, nos meses anteriores não tínhamos feito nenhuma exibição, como faríamos participação na MFL decidimos retardar o nosso planejamento de início para fazer a abertura das atividades com a mostra.
O público recebeu bem as exibições onde o debate foi bem produtivo, tivemos possibilidade de integrar pessoas de outro município, gerando assim um debate mais completo. O sarcófago e Murmúrio da vida foram os filmes mais comentados e debatidos pelo público, os filmes deixaram as pessoas com uma visão mais ampla de possibilidades de criação e de um olhar crítico e mais sensível.
CINECLUBE ATLÂNTICO NEGRO
Filmes:
Murmúrio da Vida
a Dama do Peixoto
Izamara
O Sarcófago
Local: Espaço Cultural Código - Rua Davi, 397. Nova Belém – Japeri/RJ
Datas: 15/04
Horário: 19h
Público: 7
Relatório da sessão:
A sessão teve um público pequeno, 7 pessoas além da equipe, e o debate foi feito a partir do filme Áurea, uma vez que o realizador Zeca Ferreira e a sua personagem, a cantora Áurea Martins estavam presentes, o que deu um toque especial. Tivemos um debate com aproximadamente uma hora, onde se falou sobre o processo de criação e produção do filme, com a transformação da cantora em atriz, função na qual recebeu 2 prêmios mesmo que em um papel inspirado em seu cotidiano, e curiosidades sobre a vida de quem canta na noite.
CINECLUBE CINE ARTES Uerj
Filmes:
Cante um funk para um filme
El Chivo a Baco
Eu, turista
Ruído Negro
Hoje tem alegria
Só mais um filme de amor
A Banda.
Local: Auditório do Institudo de Artes da UERJ: Rua São Francisco Xavier, 524, 11º Andar – Maracanã
Datas: 08/04
Horário: 16h30
Público: 23
Relatório da sessão:
Foi uma sessão dupla, no auditório e outra na sala do Cartes- Centro Acadêmico de Artes, a pedido de alunos que queriam repeteco e outros que não tiveram oportunidade de assistir no auditório.
O debate da semana era "diversidade sexual" e os filmes escolhidos para a sessão MFL 2011 no cineclube Cine Artes Uerj foram propícios para o momento. Foi muito divertido e o debate, quente. Esta sessão sugeriu fazermos outras exibição de "filmes queer", como Querelle, ShortBus, Pink Narcissus, Pink Flamingos, entre outros. É sempre um grande prazer fazer parte do circuito cineclubista da MFL. Namastê.
CINECLUBE ANKITO
Filmes:
Estrada para ithaka
Corpo delito
O Assassino do Bem
Último Retrato
Cante Um Funk Para um Filme
Home Vídeo
Aventuras de Paulo Bruscky
O Mundo é Belo.
Local: IFRJ Campus Nilópolis: Rua Lúcio Taváres, 1045, Centro, Nilópolis, sala 231 – A.
Datas: 18/03 e 25/03
Horário: 12h30
Público: 7(por sessão )
Relatório da sessão:
O primeiro dia de sessões correu muito bem e o público gostou muito do filme As aventuras de Paulo Brusky por sua criatividade.
Cineclube Buraco do Getúlio
Espaço Cultural Sylvio Monteiro - Rua Getúlio Vargas, 51 - Centro - Nova Iguaçu - RJ
DATA: 02/04/2011
HORÁRIO: 19:00
PÚBLICO: 76 espectadores
RELATO: Nessa sessão não houve intervenções entre os curtas, os filmes foram exibidos sem interrupção entre um e outro. Nenhum dos espectadores saiu ao longo da projeção, mesmo tendo mães acompanhadas de filhos entre o público. Ao final muitos elogiaram a sessão.
Circuito cineclubista fluminense
MFL 2011
www.ascinerj.blogspot.com
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Circuito Cineclubista Fluminense

A Mostra Brasilidade, iniciativa que no ano de 2010 trouxe ao Rio de Janeiro filmes de curta, média e longa duração de diversos estados do Brasil, além de produções realizadas em Países da Comunidade de Língua Portuguesa, pôde levar parte de sua programação ao circuito de cineclubes do Estado do Rio de Janeiro.
Circuito que abrange um público normalmente distante dos grandes centros culturais e salas de cinema. O circuito Cineclubista Fluminense na Mostra Brasilidade será realizado durante os meses de Maio e Junho em cineclubes espalhados por toda a cidade. Abaixo segue a relação de exibições e cineclubes participantes dessa ação .
Cineclube Atlântico Negro
Cineclube voltado para filmes que dialoguem com a diáspora africana, com sessões mensais, realizadas no Tempo Glauber, no Rio de Janeiro, e eventualmente de maneira itinerante. Suas sessões são seguidas de debate voltados para a aplicação da lei 10.639/2003. Criado e com curadoria de Clementino Junior.
Data : 13/5/2011
Local: Tempo Glauber – Rua Sorocaba 190
Contato : www.atlanticonegro.blogspot.com
Horário : 19:30 hs
Uma produtora portuguesa chamada TERRATREME há um ano capacita jovens cineastas moçambicanos na cidade e província de Maputo na produção de cinema documental.
Filmes :
Intervalo (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Nelson Mabuie
Sinopse: Mariamo completou 10 anos em setembro de 2009. Como pai, procurei encontrar uma forma de falar com ela sobre ‘o que é a adolescência?’. Através do cinema iniciamos um diálogo. Documentário.
Johana – A Terra que Roubou os Nossos Maridos (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Natércia Chicane
Sinopse: A vida de Alice é o exemplo da história de muitas mulheres moçambicanas que viram os seus maridos partirem para Joanesburgo em busca de melhores condições de vida. “Johana” é a solução para muitos homens – terra de onde trazem roupas, sapatos, comida, tecidos e muito dinheiro. Contudo os objetivos traçados nem sempre são cumpridos. Documentário.
Olhem (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Eliane Besson
Sinopse: Lucas e Isaura são cegos e trabalham e vivem em Maputo tendo as mesmas aspirações do resto da população. Exercem cargos de responsabilidade e desempenham atividades esportivas e de lazer. Embora estejam perfeitamente integrados na sociedade enfrentam diariamente barreiras e atitudes negativas. Documentário.
O Salão Azul (Portugal – 2009 –19’)
Direção: Luciana Hees
Sinopse: A rotina de um salão de cabeleireiro ao som da rádio na periferia de Maputo. Personagens diversos se cruzam no cotidiano do salão. Documentário.
Os 5 elementos (Portugal – 2009 –20’)
Direção: Madjer
Sinopse: O filme procura absorver o pensamento social de 5 elementos da cultura Hip-Hop (MC, DJ, B.BOY, GRAFITTY e CONSCIENCIALIZAÇÃO) e contribuir para a compreensão social e política do cidadão da periferia. Documentário.
Cineclube Aymore Digital
Localizado no bairro da Palhada o Aymore digital é uma extensão do ponto de cultura Cisane .
Contato : cisane@hotmail.com
Local : Estrada afagada 3014 , Aymore , Nova Iguaçu .
Horário : Todas as Exibições serão realizadas as 19h
10/05/2011
Horário: 19h
Intervalo (Portugal – 2009 – 15’)
Direção: Nelson Mabuie
Sinopse: Mariamo completou 10 anos em setembro de 2009. Como pai, procurei encontrar uma forma de falar com ela sobre ‘o que é a adolescência?’. Através do cinema iniciamos um diálogo. Documentário.
17/05/2011
Horário :19h
Johana – A Terra que Roubou os Nossos Maridos (Portugal – 2009 – 15’)
Direção: Natércia Chicane
Sinopse: A vida de Alice é o exemplo da história de muitas mulheres moçambicanas que viram os seus maridos partirem para Joanesburgo em busca de melhores condições de vida. “Johana” é a solução para muitos homens – terra de onde trazem roupas, sapatos, comida, tecidos e muito dinheiro. Contudo os objetivos traçados nem sempre são cumpridos. Documentário.
24/05/2011
Horário : 19h
Olhem (Portugal – 2009 – 15’)
Direção: Eliane Besson
Sinopse: Lucas e Isaura são cegos e trabalham e vivem em Maputo tendo as mesmas aspirações do resto da população. Exercem cargos de responsabilidade e desempenham atividades esportivas e de lazer. Embora estejam perfeitamente integrados na sociedade enfrentam diariamente barreiras e atitudes negativas. Documentário.
31/05/2011
Horário : 19h
O Salão Azul (Portugal – 2009 – 19’)
Direção: Luciana Hees
Sinopse: A rotina de um salão de cabeleireiro ao som da rádio na periferia de Maputo. Personagens diversos se cruzam no cotidiano do salão. Documentário.
07/06/2011
Horário : 19h
Os 5 elementos (Portugal – 2009 – 20’)
Direção: Madjer
Sinopse: O filme procura absorver o pensamento social de 5 elementos da cultura Hip-Hop (MC, DJ, B.BOY, GRAFITTY e CONSCIENCIALIZAÇÃO) e contribuir para a compreensão social e política do cidadão da periferia. Documentário.
14/06/2011
Horário : 19h
Filme : O Judeu (Brasil – 1996 – 89’)
Direção: Jom Tob Azulay
Elenco: Dina Sfat, Felipe Pinheiro, Mário Viegas, Cristina Aché, Fernanda Torres, Ruth Escobar, José Lewgoy
Sinopse: Biografia do poeta e o mais célebre autor de teatro de Portugal do século 18, Antônio José da Silva. Nascido no Brasil, conhecido como “O Judeu”, pela origem judaica, ficou famoso por suas peças satíricas e pela perseguição da Inquisição que sofreu em Portugal durante o século XVIII. Antônio José da Silva redescobre o sentido da vida graças ao teatro de marionetes. Drama / CI: 16 anos
21/06/2011
Horário : 19h
Filme : Fala Mulher! (Brasil – 2005 – 80’)
Direção: Graciela Rodriguez e Kika Nicolela
Sinopse: Em São Paulo, 15 mulheres descendentes de africanos falam sobre suas vidas. Trabalhando como manicure, secretária, empregada doméstica, cabeleireira, professora ou cozinheira, elas dividem seu tempo também com o trabalho numa escola de samba e incorporando deuses nos barracões do candomblé. Documentário / CI: 14 anos
Cineclube Beco do Rato
Cineclube Criado em outubro de 205 no Bairro da Lapa que hoje realiza itinerância por bairros do rio de janeiro percorrendo um caminho fora do eixo cultural fluminense .
Local : Cidade de Deus , quadra do Coroado , rua da Luz nº1.
Contato : www.becodorato.wordpress.com
www.twitter.com/cinbecodorato
cineclubebecodoratro@gmail.com
Horário : 20:30
Programa :
11/5/2011
Os 5 elementos (Portugal – 2009 –20’)
Direção: Madjer
Sinopse: O filme procura absorver o pensamento social de 5 elementos da cultura Hip-Hop (MC, DJ, B.BOY, GRAFITTY e CONSCIENCIALIZAÇÃO) e contribuir para a compreensão social e política do cidadão da periferia. Documentário.
Cinclube Cinema Paraíso
O Laboratório Audiovisual Cinema Paraíso está em funcionamento desde agosto de 2007 e tem como missão ser um espaço de experimentação, criação e resistência, articulando formação, arte, cultura e pensamento.
Local: Rua Doutor Francisco Portela, 1470, Patronato – São Gonçalo.
UERJ/FFP, sala 335, Laboratório Audiovisual Cinema Paraíso
Contato: Ning: www.cinemaparaiso.uerj.ning.com
Blog:www.cinemaparaisouerj.blogspot.com
e-mail:cinemaparaiso.uerj@gmail.com
Data: 02/06
Horário:14h às 18h
O Judeu (Brasil – 1996 – 89’)
Olhem (Portugal – 2009 – 15’)
Intervalo (Portugal – 2009 – 15’)
Os 5 elementos (Portugal – 2009 – 20’
Data:09/06
Horário:14h às 18h
Filme : Fala Mulher! (Brasil – 2005 – 80’)
Johana – A Terra que Roubou os Nossos Maridos (Portugal – 2009 – 15’)
O Salão Azul (Portugal – 2009 –19’)
Cineclube da Cunha
O “Cineclube da Cunha” é um ideia parceira do “Projeto 100 Anos Sem Euclides”, gerido pela Faculdade de Educação da UFRJ, pela Faculdade de Formação de Professores da UERJ e pelo ILTC – Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência.
Local : Casa de Euclides da Cunha, Rua Maria Zulmira Torres, s/n.o, Cantagalo-RJ
Contato : www.cineclubedacunha.iltc.br
Datas : 04 , 11 , 18 e 25 de Junho
Horário :14 às 17h (todos os dias de exibição )
Programa :
Curtas Terra Treme (Portugal )
Uma produtora portuguesa chamada TERRATREME há um ano capacita jovens cineastas moçambicanos na cidade e província de Maputo na produção de cinema documental.
Filmes :
Intervalo (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Nelson Mabuie
Sinopse: Mariamo completou 10 anos em setembro de 2009. Como pai, procurei encontrar uma forma de falar com ela sobre ‘o que é a adolescência?’. Através do cinema iniciamos um diálogo. Documentário.
Johana – A Terra que Roubou os Nossos Maridos (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Natércia Chicane
Sinopse: A vida de Alice é o exemplo da história de muitas mulheres moçambicanas que viram os seus maridos partirem para Joanesburgo em busca de melhores condições de vida. “Johana” é a solução para muitos homens – terra de onde trazem roupas, sapatos, comida, tecidos e muito dinheiro. Contudo os objetivos traçados nem sempre são cumpridos. Documentário.
Olhem (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Eliane Besson
Sinopse: Lucas e Isaura são cegos e trabalham e vivem em Maputo tendo as mesmas aspirações do resto da população. Exercem cargos de responsabilidade e desempenham atividades esportivas e de lazer. Embora estejam perfeitamente integrados na sociedade enfrentam diariamente barreiras e atitudes negativas. Documentário.
O Salão Azul (Portugal – 2009 –19’)
Direção: Luciana Hees
Sinopse: A rotina de um salão de cabeleireiro ao som da rádio na periferia de Maputo. Personagens diversos se cruzam no cotidiano do salão. Documentário.
Os 5 elementos (Portugal – 2009 –20’)
Direção: Madjer
Sinopse: O filme procura absorver o pensamento social de 5 elementos da cultura Hip-Hop (MC, DJ, B.BOY, GRAFITTY e CONSCIENCIALIZAÇÃO) e contribuir para a compreensão social e política do cidadão da periferia. Documentário.
CINECLUBE LUMIAR
Lumiar (Nova Friburgo/RJ)
O Cineclube Lumiar iniciou suas atividades em 24 de fevereiro de 2008
no intuito de promover o acesso regular a bens culturais e obras
cinematográficas, aliando-se a necessidade local de formação de
público e desenvolvimento da educação ambiental na região de Lumiar,
5º distrito de Município de Nova Friburgo, na região serrana do Estado
do Rio de Janeiro.
Local : Sociedade Musical Euterpe Lumiarense
Praça Levy Ayres Brust, s/n, Lumiar
Nova Friburgo – RJ
Contatos : E-mail: cineclubelumiar@gmail.com
Site: http://www.cineclubelumiar.org/
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Cineclube-Lumiar/109934935703193
Horário : 18h
Programa :
Sessão 1:Domingo dia 22 de maio de 2011
Programa 1-Curtas Terra Treme (Portugal )
Uma produtora portuguesa chamada TERRATREME há um ano capacita jovens cineastas moçambicanos na cidade e província de Maputo na produção de cinema documental.
Johana – A Terra que Roubou os Nossos Maridos (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Natércia Chicane
Sinopse: A vida de Alice é o exemplo da história de muitas mulheres moçambicanas que viram os seus maridos partirem para Joanesburgo em busca de melhores condições de vida. “Johana” é a solução para muitos homens – terra de onde trazem roupas, sapatos, comida, tecidos e muito dinheiro. Contudo os objetivos traçados nem sempre são cumpridos. Documentário.
Filme : O Judeu (Brasil – 1996 –89’)
Direção: Jom Tob Azulay
Elenco: Dina Sfat, Felipe Pinheiro, Mário Viegas, Cristina Aché, Fernanda Torres, Ruth Escobar, José Lewgoy
Sinopse: Biografia do poeta e o mais célebre autor de teatro de Portugal do século 18, Antônio José da Silva. Nascido no Brasil, conhecido como “O Judeu”, pela origem judaica, ficou famoso por suas peças satíricas e pela perseguição da Inquisição que sofreu em Portugal durante o século XVIII. Antônio José da Silva redescobre o sentido da vida graças ao teatro de marionetes. Drama / CI: 16 anos
Sessão 2: Domingo dia 29 de maio de 2011
Programa 1-Curtas Terra Treme (Portugal )
Uma produtora portuguesa chamada TERRATREME há um ano capacita jovens cineastas moçambicanos na cidade e província de Maputo na produção de cinema documental.
Os 5 elementos (Portugal – 2009 –20’)
Direção: Madjer
Sinopse: O filme procura absorver o pensamento social de 5 elementos da cultura Hip-Hop (MC, DJ, B.BOY, GRAFITTY e CONSCIENCIALIZAÇÃO) e contribuir para a compreensão social e política do cidadão da periferia. Documentário.
Filme : Fala Mulher! (Brasil – 2005 –80’)
Direção: Graciela Rodriguez e Kika Nicolela
Sinopse:Em São Paulo, 15 mulheres descendentes de africanos falam sobre suas vidas. Trabalhando como manicure, secretária, empregada doméstica, cabeleireira, professora ou cozinheira, elas dividem seu tempo também com o trabalho numa escola de samba e incorporando deuses nos barracões do candomblé. Documentário / CI: 14 anos
Cineclube Mate com Angu / Ponto de Cultura lira de Ouro
Local : Sebastião de Oliveira, 72 – Centro de Duque de Caxias.
Contatos : andremate@gmail.com
http://pcliradeouro.blogspot.com/
http://matecomangu.wordpress.com/
Programação :
10/05 – 19h
Curtas Terra Treme – Portugal
Uma produtora portuguesa chamada TERRATREME há um ano capacita jovens cineastas moçambicanos na cidade e província de Maputo na produção de cinema documental.
Filmes :
Intervalo (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Nelson Mabuie
Sinopse: Mariamo completou 10 anos em setembro de 2009. Como pai, procurei encontrar uma forma de falar com ela sobre ‘o que é a adolescência?’. Através do cinema iniciamos um diálogo. Documentário.
Johana – A Terra que Roubou os Nossos Maridos (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Natércia Chicane
Sinopse: A vida de Alice é o exemplo da história de muitas mulheres moçambicanas que viram os seus maridos partirem para Joanesburgo em busca de melhores condições de vida. “Johana” é a solução para muitos homens – terra de onde trazem roupas, sapatos, comida, tecidos e muito dinheiro. Contudo os objetivos traçados nem sempre são cumpridos. Documentário.
Olhem (Portugal – 2009 –15’)
Direção: Eliane Besson
Sinopse: Lucas e Isaura são cegos e trabalham e vivem em Maputo tendo as mesmas aspirações do resto da população. Exercem cargos de responsabilidade e desempenham atividades esportivas e de lazer. Embora estejam perfeitamente integrados na sociedade enfrentam diariamente barreiras e atitudes negativas. Documentário.
O Salão Azul (Portugal – 2009 –19’)
Direção: Luciana Hees
Sinopse: A rotina de um salão de cabeleireiro ao som da rádio na periferia de Maputo. Personagens diversos se cruzam no cotidiano do salão. Documentário.
Os 5 elementos (Portugal – 2009 –20’)
Direção: Madjer
Sinopse: O filme procura absorver o pensamento social de 5 elementos da cultura Hip-Hop (MC, DJ, B.BOY, GRAFITTY e CONSCIENCIALIZAÇÃO) e contribuir para a compreensão social e política do cidadão da periferia. Documentário
17/05 – 19
O Judeu
Direção: Jom Tob Azulay
Elenco: Dina Sfat, Felipe Pinheiro, Mário Viegas, Cristina Aché, Fernanda Torres, Ruth Escobar, José Lewgoy
Sinopse: Biografia do poeta e o mais célebre autor de teatro de Portugal do século 18, Antônio José da Silva. Nascido no Brasil, conhecido como “O Judeu”, pela origem judaica, ficou famoso por suas peças satíricas e pela perseguição da Inquisição que sofreu em Portugal durante o século XVIII. Antônio José da Silva redescobre o sentido da vida graças ao teatro de marionetes. Drama / CI: 16 anos
24/05 – 19h
Fala Mulher
Direção: Graciela Rodriguez e Kika Nicolela
Sinopse:Em São Paulo, 15 mulheres descendentes de africanos falam sobre suas vidas. Trabalhando como manicure, secretária, empregada doméstica, cabeleireira, professora ou cozinheira, elas dividem seu tempo também com o trabalho numa escola de samba e incorporando deuses nos barracões do candomblé. Documentário / CI: 14 anos
Cineclube Nova Era Digital
O cineclube Nova Era Digital está localizadoem Jardim NovaEra , no Espaço do ponto de cultura Cisane que desenvolve a 12 anos um trabalho de acesso a bens culturais .
Local : Rua Sebastião de Melo, 384 – Jardim Nova Era – Nova Iguaçu – RJ
Sempre ás 18 horas
Contato :cisane@hotmail.com
programação :
05/05/2011 -18h
Intervalo (Portugal – 2009 – 15’)
Direção: Nelson Mabuie
Sinopse: Mariamo completou 10 anos em setembro de 2009. Como pai, procurei encontrar uma forma de falar com ela sobre ‘o que é a adolescência?’. Através do cinema iniciamos um diálogo. Documentário.
12/05/2011 – 18h
Johana – A Terra que Roubou os Nossos Maridos (Portugal – 2009 – 15’)
Direção: Natércia Chicane
Sinopse: A vida de Alice é o exemplo da história de muitas mulheres moçambicanas que viram os seus maridos partirem para Joanesburgo em busca de melhores condições de vida. “Johana” é a solução para muitos homens – terra de onde trazem roupas, sapatos, comida, tecidos e muito dinheiro. Contudo os objetivos traçados nem sempre são cumpridos. Documentário.
19/05/2011-18h
Olhem (Portugal – 2009 – 15’)
Direção: Eliane Besson
Sinopse: Lucas e Isaura são cegos e trabalham e vivem em Maputo tendo as mesmas aspirações do resto da população. Exercem cargos de responsabilidade e desempenham atividades esportivas e de lazer. Embora estejam perfeitamente integrados na sociedade enfrentam diariamente barreiras e atitudes negativas. Documentário.
26/05/2011- 18h
O Salão Azul (Portugal – 2009 – 19’)
Direção: Luciana Hees
Sinopse: A rotina de um salão de cabeleireiro ao som da rádio na periferia de Maputo. Personagens diversos se cruzam no cotidiano do salão. Documentário.
02/06/2011 – 18h
Os 5 elementos (Portugal – 2009 – 20’)
Direção: Madjer
Sinopse: O filme procura absorver o pensamento social de 5 elementos da cultura Hip-Hop (MC, DJ, B.BOY, GRAFITTY e CONSCIENCIALIZAÇÃO) e contribuir para a compreensão social e política do cidadão da periferia. Documentário.
09/06/2011 – 18h
Filme : O Judeu (Brasil – 1996 – 89’)
Direção: Jom Tob Azulay
Elenco: Dina Sfat, Felipe Pinheiro, Mário Viegas, Cristina Aché, Fernanda Torres, Ruth Escobar, José Lewgoy
Sinopse: Biografia do poeta e o mais célebre autor de teatro de Portugal do século 18, Antônio José da Silva. Nascido no Brasil, conhecido como “O Judeu”, pela origem judaica, ficou famoso por suas peças satíricas e pela perseguição da Inquisição que sofreu em Portugal durante o século XVIII. Antônio José da Silva redescobre o sentido da vida graças ao teatro de marionetes. Drama / CI: 16 anos
16/06/2011 – 18h
Filme : Fala Mulher! (Brasil – 2005 – 80’)
Direção: Graciela Rodriguez e Kika Nicolela
Sinopse: Em São Paulo, 15 mulheres descendentes de africanos falam sobre suas vidas. Trabalhando como manicure, secretária, empregada doméstica, cabeleireira, professora ou cozinheira, elas dividem seu tempo também com o trabalho numa escola de samba e incorporando deuses nos barracões do candomblé. Documentário / CI: 14 anos
O circuito cineclubista Fluminense é uma Parceria entre a Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro Ascine –RJ e a Mostra Brasilidade .
Realização :Cidadela
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Carta à Excelentíssima Presidenta Dilma Rousseff
site :http://www.mobilizacultura.
21 de Abril de 2011
Excelentíssima Presidenta Dilma Rousseff,
Esta carta é uma manifestação de pessoas e organizações da sociedade civil e busca expressar nosso extremo desconforto com as mudanças ocorridas no campo das políticas culturais, zerando oito anos de acúmulo de discussões e avanços que deram visibilidade e interlocução a um Ministério até então subalterno. Frustrando aqueles que viam no simbolismo da nomeação da primeira mulher Ministra da Cultura do Brasil a confirmação de uma vitória, essa gestão rapidamente se encarregou de desconstruir não só as conquistas da gestão anterior, mas principalmente o inédito, amplo e produtivo ambiente de debate que havia se estabelecido.
Os signatários desta carta acreditam na continuidade e no aprofundamento das políticas bem-sucedidas do governo Lula. Essas políticas estão sintetizadas no Plano Nacional de Cultura, fruto de extenso processo de consultas públicas que foi transformado em lei sancionada pelo presidente, e que agora está sendo ignorado pela ministra. Afirmamos que, se a gestão anterior teve acertos, foi por procurar aproximar o Ministério das forças vivas da cultura, compreendendo que há um novo protagonismo por parte de indivíduos, grupos e populações até então tidos como “periféricos”, entendendo as extraordinárias possibilidades da Cultura Digital. Essa não é apenas uma discussão sobre ferramental tecnológico e jurídico, mas sobre todo um novo contexto criativo e cultural, pois essas tecnologias têm sido apropriadas e reinventadas em alguma medida por esses novos atores. É nesse território fundamental, da inserção da Cultura Digital no centro das discussões de políticas culturais do Ministério e da busca da capilaridade de programas como o Cultura Viva, com os Pontos de Cultura, que a Ministra sinalizou firmemente um retrocesso.
Ao bloquear o processo de reforma da lei dos Direitos Autorais, ignorando as manifestações recebidas durante 6 anos de debates, 150 reuniões realizadas em todo o país, 9 seminários nacionais e internacionais, 75 dias de consulta pública através da internet que receberam 7863 contribuições, a Ministra afronta todo um enorme esforço democrático de compreensão e elaboração. Se há uma explicação constrangedora nessa urgência em barrar uma dinâmica política tão saudável, é a de vir em socorro a instituições ameaçadas em seus privilégios, como o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e as associações que o compõem, que apoiaram de forma explícita e decidida as políticas culturais e o candidato derrotado no pleito eleitoral presidencial.
Mas esse “socorro”, como dissemos, se dá ao arrepio da Lei 12.343 de 2 de dezembro de 2010, que aprovou o PNC, estabelecendo claramente a obrigação de reforma da Lei dos Direitos Autorais (conforme os itens 1.9.1 e 1.9.2 que determinam “criar instituição especificamente voltada à promoção e regulação de direitos autorais e suas atividades de arrecadação e distribuição” e “revisar a legislação brasileira sobre direitos autorais, com vistas em equilibrar os interesses dos criadores, investidores e usuários, estabelecendo relações contratuais mais justas e critérios mais transparentes de arrecadação e distribuição”). Ao afirmar que o texto da lei é “ditatorial” e que a proposta construída durante o governo Lula é “controversa” e não atende os “interesses dos autores”, a Ministra deliberadamente mistura o interesse dos criadores com o dos intermediários, e contrabandeia para o seio do governo Dilma precisamente as posições derrotadas com a eleição da Presidenta.
A questão da retirada da licença Creative Commons do portal do MinC também merece ser mencionada, por seu simbolismo. O Ministério da Cultura do governo Lula foi pioneiro em reconhecer que as leis de direito de autor estão em descompasso com as práticas desta época, e que seria imperioso aprimorá-las em favor dos criadores e do amplo acesso à cultura. Esse avanço foi expresso no PNC no item 1.9.13, que prevê ”incentivar e fomentar o desenvolvimento de produtos e conteúdos culturais intensivos em conhecimento e tecnologia, em especial sob regimes flexíveis de propriedade intelectual”. Ao contrário do que tem dito a ministra, as licenças CC e similares visam regular a forma de remuneração do artista, e não impedi-la. Elas buscam ampliar o poder do autor em relação à sua obra e adaptar-se às novas formas de produção, distribuição e remuneração, aos novos modelos de negócio que essas tecnologias possibilitam.
Assim, entendemos que as iniciativas da atual gestão do Ministério da Cultura não são fiéis nem à sua campanha presidencial, nem ao Plano Nacional de Cultura e nem à discussão acumulada, representando, na melhor das hipóteses, um voluntarismo desinformado e desastroso, e na pior delas um retrocesso deliberado. Apoiamos a Presidenta Dilma Rousselff em sua manifestada intenção de continuar valorizando e promovendo a cultura brasileira, fortalecendo uma liderança global em discussões onde a nossa postura inovadora vinha se destacando dos modelos conservadores pregados pela indústrias cultural hegemônica dos Estados e da Europa. Não à toa, os Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores assumiram a liderança munidal na aprovação da Convenção da Diversidade Cultural, que se constituiu em elemendo fundamental para a promoção da autonomia dos grupos culturais, reconhecendo as tecnologias desenvolvidas pela sociedade e garantindo seu acesso, como o discurso do próprio Minc apontada em 2009.
Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Cultura se coadune à perspectiva deste governo. Os signatários desta Carta Aberta solicitam uma audiência com a presidência, com o objetivo de debater a orientação das políticas culturais do governo Dilma. Não se trata de questões pontuais, mas de concepção, de orientação política do mandato que, no campo da cultura, vem constrangendo aqueles que trabalham pela continuidade e ampliação das políticas construídas ao longo do governo Lula.
Signatários – Entidades e Pessoas que elaboraram a Carta
Fora do Eixo – www.foradoeixo.org.br
GPOPAI – Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação – www.gpopai.usp.br
Casa da Cultura Digital – www.casadaculturadigital.com.
Transparência Hacker - http://thacker.com.br/
IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – www.idec.org.br
NEDAC – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Direito, Artes e Políticas Culturais – www.nedac.com.br
Móveis Coloniais de Acaju – www.moveiscoloniaisdeacaju.
PILOTIS – Associação Pilotis Para Trabalho em Arte e Cultura
CBAC-DF – Comissão de Bandas e Artistas Circulantes do Distrito Federal
Laboratório Brasileiro de Cultura Digital
Teia Casa de Criação – www.teia.org.br
Centro do Teatro do Oprimido – www.ctorio.org.br
Pontão de Cultura Nós Digitais – nosdigitais.teia.org.br
Coletivo Digital – www.coletivodigital.org.br
Movimento Partido da Cultura – partidodacultura.blogspot.com
Revista Fórum – www.revistaforum.com.br
Ajuntaê | Campinas (SP) http://coletivoajuntae.
Alona Cultural I Londrina (PR) www.acenalondrina.
Amerê Coletivo I São Paulo (SP) www.toquenobrasil.com.br
Associação do Rock do Sertão da Paraíba | Cajazeiras (PB)
Bigorna Produções I Campo Grande (MS) www.bigornaproducoes.
Canoa Cultural I Boa Vista (RR) www.tomarrock.com
Casarão Cultural Floresta Sonora (PA)
CECAC | Serrana (SP) http://parquimcecac.org/
Centro Cultural DoSol | Natal (RN) www.dosol.com.br
Cidadão do Mundo I São Caetano (SP) www.cidadaodomundo.org.br
Cidadela | Rio de Janeiro (RJ)
Coletivo 77 l Barbacena (MG)
Coletivo A Margem | Itabirito (MG)
Coletivo Arrastão | Belo Horizonte (MG)
Coletivo Brejo I Piracanjuba (GO) http://coletivodobrejo.
Coletivo Catraia I Rio Branco (AC) www.coletivocatraia.
Coletivo Colcheia l Sete Lagoas (MG) http://coletivocolcheia.
Coletivo Cuia | Manaus (AM)
Coletivo Cultcha I Taguatinga (DF) www.coletivocultcha.
Coletivo Cumbuca Cultural | Teresina (PI)
Coletivo Difusão I Manaus (AM) http://foradoeixo.org.br/
Coletivo Esquina I Brasília (DF) www.coletivoesquina.
Coletivo Goiaba Rock I Inhumas (GO) www.goiabarock.blogspot.
Coletivo Goma I Uberlândia (MG) www.gomamg.blogspot.com
Coletivo Megafônica I Belém (PA) www.megafonica.blogspot.
Coletivo Megalozebu I Uberaba (MG) www.megalozebu.blogspot.
Coletivo Multi | Vitória (ES) http://coletivomulti.org/
Coletivo Mundo I João Pessoa (PB) www.coletivomundo.com.br
Coletivo Natora I Campina Grande (PB) www.natoracoletivo.com.br
Coletivo Palafita I Macapá (AP) www.coletivopalafita.
Coletivo Pegada I Belo Horizonte (MG) www.coletivopegada.org
Coletivo Peleja I Patos de Minas (MG) www.coletivopeleja.
Coletivo Pequi I Anápolis (GO) www.coletivopequi.
Coletivo Popfuzz I Maceió (AL) www.popfuzz.com.br
Coletivo Retomada I Montes Claros (MG) www.retomadamoc.blogspot.
Coletivo Sem Paredes l Juíz de Fora (MG)
Coletivo Semifusa I Ribeirão das Neves (MG) www.coletivosemifusa.
Coletivo Suíça Baiana | Vitória da Conquista (BA)
Coletivo Vatos I Vespasiano (MG) www.coletivoazimute.
Coletivo Vilhena Rock I Vilhena (RO) www.vilhenarockzine.
Colméia Coletivo I Araraquara (SP) colmeiascoletivo.
Corrente Cultural | Poços de Caldas (MG)
Edith Cultura | Bragança Paulista (SP) http://
Enxame Coletivo I Bauru (SP) www.enxamecoletivo.org
Espaço Cubo I Cuiabá (MT) www.espacocubo.org.br
Extremo Rock Sul I Porto Alegre (RS) www.
Feira Coletivo | Feira de Santana (BA) http://feiracoletivo.
Fósforo Cultural I Goiânia (GO) www.fosforocultural.com.
Fuligem | Ribeirão Preto (SP) http://coletivofuligem.
Guerrilha Gig | Franca (SP) http://blog.guerrilhagig.
Instituto Cultural Fórceps I Sabará (MG) www.forceps.com.br
Interior Alternativo I Ji Paraná (RO) www.interioralternativo.
Lumo Coletivo I Recife (PE) www.lumocoletivo.org
Macondo Coletivo I Santa Maria (RS) www.macondocoletivo.
Maiêutica | Paraibuna (SP) http://www.
Massa Coletiva I São Carlos (SP) foradoeixo.org.br/
Matula Sonora | Lavras (MG) www.matulasonora.
Pé de Cabra | Ipatinga (MG) http://www.
Ponte Plural (RJ) www.arariboiarock.com.br/
PVH Caos I Porto Velho (RO)
Quina Cultural I Salvador (BA) http://quinacultural.
Rasgada I Sorocaba (SP) rasgadacoletiva.com.br
Redecem I Fortaleza (CE) www.redecem.wordpress.com
Satolep | Pelotas (RS)
Casa Fora do Eixo São Paulo – casa.foradoeixo.org.br
Abrafin – Associação Brasileira dos Festivais Independentes – www.abrafin.com.br
Rede Universidade Nômade http://www.
Revista Global/Brasil http://www.
GP Cult – Grupo de Pesquisa em Direitos Autorais e Acesso à Cultura (ITR/UFRRJ) http://www.gpcult.
Coletivo Soylocoporti
Associação Cultural Dynamite
Escola de Comunicação da UFRJ
Pontão de Cultura Digital da ECO-UFRJ
OutroRock - http://outrorockbh.tumblr.
COMUM – Cooperativa da Música de Minas
Movimento Nova Cena (BH) - www.movimentonovacena.
Diretório Acadêmico Antônio Francisco Lisboa – EBA – UFMG – BH
Diretório Acadêmico Escola de Música da UFMG -BH - http://www.damusicaufmg.
A Gente Se Fala Produções Artísticas Ltda – www.agentesefala.com.br
Associação Filmes de Quintal – MG – organizadora do forumdoc.bh
Comunidade educacional de Pirenópolis – COEPi-GO - www.coepi.org.br
Pontão de articulação da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura - www.pontosdecultura.org.br
Cooperativa de serviços e Ideias Ambientais - Ecoodeia - www.ecooideia.
Instituto Global Comunitário IGC – Inhumas -GO
Ponto de Cultura Casa de Maria
Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Festival Literário de Londrina
Coletivo Intervozes
Alex Antunes – Jornalista
Cláudio Prado – Laboratório Brasileiro de Cultura Digital
Pablo Capilé – Fora do Eixo
Pablo Ortellado – GPOPAI
Rodrigo Savazoni – Casa da Cultura Digital
Ladislau Dowbor – Economista
Oona Castro – Overmundo
Paulo Rená
Adriano Belisário - adrianobf@gmail.com – Pontão da ECO
Giuliano Djahjah Bonorandi - boreste@gmail.com – Pontão da ECO
Julio Braga – uliobraga69@gmail.com – Pontão da ECO
Marcelo Alvo – Rede Griô
Geo Britto – Ponto de Cultura
Caio Motta – Coletivo Difusão/Fora do Eixo
Leonardo Barbosa Rossato – Fora do Eixo/Partido da Cultura
Marcus Franchi – Colaborador Fora do Eixo
Samir Raoni – Ponto de Cultura/ Fora do Eixo
Rafael Rolim – Fora do Eixo
Alexandre Santini – Ponto de Cultura
Juliana Pagu – Rede de Mulheres pela Cultura – http://mulherespelacultura.
Talles Lopes – Abrafin
Fábio Pedroza – Móveis Coloniais de Acaju
Esdras Nogueira – Móveis Coloniais de Acaju
Heluana Quintas – Assessora Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
Otto Ramos – Fora do Eixo
Marcelo Alvo – Rede Griô - marcelodashistorias@gmail.
Sergio Branco – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Pedro Francisco – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Koichi Kameda – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Ronaldo Lemos – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Marília Maciel – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Bruno Magrani – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Eduardo Magrani – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Paula Martini – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Pedro Mizukami – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Luiz Fernando Marrey Moncau – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Arthur Protasio – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Jhessica Reia – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Carlos Affonso Pereira de Souza – Centro de Tecnologia e Sociedade, FGV Direito Rio
Pedro Markun – Transparência Hacker
Daniela B. Silva – Transparência Hacker
Lilian Starobinas – Transparência Hacker
Leandro Salvador – Transparência Hacker
Barbara Szaniecki – Revista Global/Ponto de Mídia Livre – www.revistaglobalbrasil.com.
Allan Rocha de Souza – Advogado e Professor
Leandro Mendonça – Advogado e Professor
Messias Bandeira – UFBA
Juliana Nolasco
Ale Youssef – Studio SP
Guilherme Rosa Varella – IDEC
Ivana Bentes – UFRJ
Ricardo Targino – Cineasta
Fábio Maleronka – Casa da Cultura Digital
Sergio Amadeu – Sociólogo e militante do Software Livre
Felipe Altenfelder – Fora do Eixo
Idelber Avelar – Professor de Literatura Latino-Americana – Tulane University
Fabiana Motroni – Publicitária, escritora, ciberativista - Hub São Paulo / BlogueirasFeministas.com
Leoni - leoni@outrofuturo.com.br – cantor, compositor e músico
Dudu Falcão - ddfalcao@terra.com.br – compositor
Carlos Mills - carlosmills@gmail.com – produtor
Mu Carvalho - mu.carvalho@globo.com – compositor, arranjador e músico
Felipe Radicetti - felipe.radicetti@gmail.com - cantor e compositor
Tim Rescala - tim@timrescala.com.br - compositor e arranjador
Pierre Aderne - pierreaderne@gmail.com – cantor e compositor
Makely Ka - makelyka@yahoo.com.br - compositor
Uirá Porã – Articulador Cultural
Nelson Pretto – Professor
Giuseppe Cocco – Prof. Titular UFRJ
Renato Rovai – Jornalista
Cristiano Therrien – Advogado e professor de Direito Autoral
Rodrigo Otávio Tavares – Só Som Salva – Criolina
Beth Moura – Verdura Produções – Curitiba – PR
Rachel Braggato – Coletivo Soylocoporti
Érico Massoli – Coletivo Soylocoporti / Pontão de Cultura Kuai Tema
Diego Casaes – Transparência Hacker
Cezar Migliorin – Professor – Universidade Federal Fluminese
Bruno Cava – Escritor e mestrando em filosofia do direito pela UERJ
Daniel Rubens Miranda – Instituto Global Comunitário IGC / Inhumas -GO
Sebastião Donato Cirilo – Instituto Global Comunitário IGC / Inhumas -GO
Patricia Ferraz da Cruz - Diretora Presidente da COEPi - @patpiri - patriciaferraz007@gmail.com,
Jussara Pereira Pinto - Produtora da COEPi e do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros - jussarapinto@gmail.com,
Isabella Magalhães Rovo Dias - coordenadora pedagógica da COEPi - isa.rovo@gmail.com
ASCINE-RJ (Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro) | Rio de Janeiro - RJ
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terça-feira, 19 de abril de 2011
Brasil entre os piores no ranking da CI sobre direitos autorais
Atrás apenas do Japão, Egito e Zâmbia, o Brasil tem um dos piores regimes de direitos autorais do mundo, referente às leis que mais restringem direitos do consumidor no acesso a serviços e produtos culturais. A conclusão é da IP Watchlist 2011, um levantamento sobre direito autoral e propriedade intelectual feita pela Consumers Internacional - federação que congrega entidades de defesa do consumidor em todo o mundo, incluindo o Idec.
O Idec participou do trabalho, fazendo o relatório sobre a situação no Brasil. O trabalho leva em conta questões como as possibilidades trazidas pela legislação autoral para o acesso dos consumidores a serviços e produtos culturais, exceções e limitações para usos educacionais das obras, preservação do patrimônio cultural, acessibilidade, adaptação da lei aos novos modelos digitais e utilização privada dos bens culturais.
O relatório da CI destaca que os países em desenvolvimento são os que possuem as leis mais prejudiciais ao consumidor. Uma das críticas feitas pelo relatório é a punição excessiva prevista aos consumidores considerados infratores da lei quando realizam tarefas cotidianas como, por exemplo, transferir arquivos de um equipamento para o outro, para uso pessoal. Por outro lado, não há qualquer punição prevista aos fornecedores que cerceiam os direitos do consumidor.
"Que tipo de punição recebe o proprietário dos direitos autorais que interfere nos direitos do consumidor a ponto de impedi-lo de fazer uma cópia para backup ou para estudo? A resposta é que em todos os países pesquisados, não há qualquer sanção ao proprietário dos direitos autorais", aponta o relatório. A pesquisa cita ainda que as reformas planejadas para a Lei de Direitos Autorais no Brasil pode ser uma das primeiras a prever uma solução real para os consumidores, cujos direitos são obstruídos pelos fornecedores. A proposta é coibir qualquer prática que impeça o exercício dos direitos do usuário.
O advogado do Idec, Guilherme Varella, que contribuiu com o levantamento, lembra que o Brasil havia ficado na sétima posição na pesquisa de 2010, caindo agora para a quarta, o que demonstra um retrocesso no processo de democratização dos direitos autorais. Isso teria ocorrido após o governo dar manifestações claras de que não vai mais rever sua lei de direito autoral (Lei 9.610/98).
"A LDA passou por processo de reforma no ano passado, com consulta pública aberta à participação popular, depois de seis anos de debate intenso, conduzido pelo Ministério da Cultura. O anteprojeto de lei que reforma a LDA iria para o Congresso Nacional com um texto muito avançado, que equilibrava a proteção dos autores com o interesse público de acesso à cultura", afirmou Varella. "Nesse novo governo, o Ministério da Cultura recuou da reforma e não se mostra favorável à flexibilização da lei".
A LDA ainda permite o DRM (digital rights management), um sistema de gerenciamento digital que restringe a utilização de produtos que o consumidor adquire legitimamente no mercado. Pela lei, as empresas podem colocar essa "trava tecnológica" em um CD ou DVD e este tocar apenas em um aparelho de som e não em outro. O DRM também restringe o número de cópias privadas. A lei, assim, vai contra princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, que protege direitos como a liberdade de escolha do consumidor e a lealdade nas relações de consumo.Para ilustrar como isso funciona, o Idec realizou uma pesquisa esse mês, matéria da Revista do Idec 153.
A lista dos dez países pior colocados neste ano tem o Japão em primeiro lugar, como o país com as piores leis, seguido pelo Egito, Zâmbia, Brasil - na quarta posição -, Argentina, Tailândia, Quênia, Reino Unido, Jordânia e Chile. Em 11 diferentes áreas analisadas, como uso educacional, uso literário e liberdade para compartilhar e transferir informações, nenhum dos 24 países pesquisados alcançaram a nota máxima. Mais de dois terços deles receberam a pontuação mais baixa em pelo menos uma dessas áreas. Confira aqui a íntegra da pesquisa.http://a2knetwork.org/sites/
Educação
O Brasil se mantém entre os países com a pior nota no quesito possibilidades educacionais. Isso se dá pelo fato da lei autoral não permitir a cópia para uso educacional ou científico. Os livros científicos brasileiros são extremamente caros. Muitas vezes, seus autores já receberam pelas obras, através de bolsas e salários, como ocorre com as universidades públicas, e mesmo assim os estudantes não têm direito de tirar uma cópia desses livros para fins unicamente de estudo, sem finalidade comercial.
Além disso, segundo o advogado do Idec, há uma ação ostensiva da indústria reprográfica no Brasil contra copiadoras de livros. "Pela lei, as copiadoras podem tirar cópias de "pequenos trechos" de obras, ainda que não se especifique o que são pequenos trechos. Algumas organizações têm intimidado proprietários de copiadoras e coagidos seus funcionários a não tiraram cópias nem de pequenos trechos, infringindo direitos dos alunos e desses profissionais", apontou Varella.
No mais, ainda na questão educativa, a LDA não permite a cópia nem a digitalização de obras. Assim, livros raros, não mais editados, podem apodrecer em estantes de bibliotecas sem que nada possa ser feito. O mesmo vale para as cinematecas. Filmes antigos, livros importantes, que compõem o patrimônio cultural e educacional brasileiro, podem se perder por inconsistência dessa lei.
LDA e Internet
Foi reaberta no Congresso a discussão do Projeto de Lei 84/99, a chamada Lei Azeredo. O PL prevê o monitoramento dos usuários pelos provedores de internet e a permissão para que cortem sua conexão em caso de conduta suspeita de violação de direitos autorais. A linha é a mesma das leis da França e Espanha, prevendo a intervenção direta na esfera individual dos consumidores. Por aqui, o movimento de cultura digital batizou o PL de AI-5 Digital, em referência ao famigerado ato institucional da ditadura militar, que cassou direitos civis e políticos, em 1968.
Fonte:
Assessoria de Imprensa
Contato: Arlete Rodrigues
Telefones: (11) 3874-2162 / 2161
e-mail: imprensa@idec.org.br
terça-feira, 15 de março de 2011
Circuito Ascine-RJ na MFL 2011
Confira a programação no site do festival
http://www.mostradofilmelivre.com/11/agenda.php
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Prefeitura de Fátima do Sul fecha cineclube(s)
Email de Vinicius Oliveira
Queridos Cineclubistas
Escrevo para contar as dificuldades que enfrentamos em Fátima do Sul MS com o nosso Cine.
Fomos comtemplados no edital para municípios com até 20 mil habitantes de 2009, e o projeto teve início em julho de 2010.
Os problemas começaram já para assinar o projeto escrito, a prefeita não queria assinar, devia achar que era bobagem eu não entendia o que se passava naquela cabeça. Imagine depois que o projeto foi contemplado, foi uma luta. Logo após a chegada dos equipamentos, devido o tamanho da tela precisamos nos mudar para outro espaço mais adequado. O projeto começou tímido, na estréia a prefeita não compareceu e tivemos um grande atraso, mas era um dia especial e nosso cine estava montado. Ao decorrer do ano recebemos muitas escolas, ONGs, e público em geral. Funcionava muito com as escolas, e os professores gostavam pois fugia daquilo que sempre tinham em sala de aula, pois através do cinema puderam muitos entrar em contato com a realidade. Fizemos mostras de cinema, participamos de circuitos nacionais, foi muito bom.
Até que em dezembro de 2010 resolvemos fazer uma semana com filmes do cinema mundial, antes que as atividades de Natal que a prefeitura realiza todo ano tivesse início na praça em que o Cine se localiza. A prefeita queria que fizéssemos sessões durante as atividades de Natal (isso eu fiquei sabendo depois que o Natal acabou), mas não funcionava, pois o barulho na praça era muito grande e interferia tanto, ao ponto de não dar para ouvir o que se passava no filme com o volume nas alturas. E também estávamos chegando num período de poder exibir filmes mais elaborados, e isso não seria possível, porque os informantes da prefeita não entendiam o valor daqueles filmes e falavam mal, pois com certeza gostariam de assistir Dois filhos de Francisco ou Xuxa especial de Natal. Esperamos acabar o Natal e tentamos voltar com as atividades, mas sem sucesso pois logo depois que reabrimos a prefeita ordenou que o Cine fosse fechado. Entramos de férias, e na volta fui exonerado.
Desde o começo foi difícil realizar uma coisa tão simples, logo que recebemos os equipamentos a prefeita me chamou na sala dela pra dizer que esses equipamentos ela comprava com dinheiro daqui, que não precisava das coisas de fora e que eu estava viajando muito, sendo que fui até Cuiabá para a oficina de capacitação. Tive que apenas ouvir, pois uma pessoa que tem a capacidade de afirmar uma coisa assim não deve ser segura de si mesma. Conversar sobre a importância das políticas públicas culturais era impossível, imagine só o diálogo com uma prefeita que não faz a mínima ideia do que seja um edital e de como fazemos para concorrer com um projeto. Ela ao menos tem o ensino fundamental, e acha que vive uma monarquia.
Isso não é nada das coisas que aconteceram, daria um livro sobre barbaridades que já tive que ouvir. Sou estudante de Artes Cênicas, e sei que o trabalho realizado em Fátima do Sul era o mínimo que eu poderia fazer, afinal não tínhamos recursos específicos para a cultura. O projeto está parado e estarei em contato com a direção do Cine Mais Cultura tentar resolver a situação. A prefeitura que não cumpriu com o seu dever, pois deveria manter o espaço destinado ao Cine.
Desculpem o desabafo, mas é bom as pessoas saberem que ainda existem prefeitos assim, principalmente em municípios pequenos. O Nome dela é Ilda Salgado Machado, esposa do Deputado Londres Machado e mãe de Grazielle Machado vereadora em Campo Grande.
Grato pela atenção de todos, e precisamos reconquistar a cultura sul-mato-grossense!
Att
Vinicius Oliveira
Email encaminhado por :
v.i.nni@hotmail.com