terça-feira, 19 de abril de 2011

Brasil entre os piores no ranking da CI sobre direitos autorais

dec contribui com levantamento internacional que aponta o Brasil com um dos piores regimes de direitos autorais no mundo

Ranking da Consumers International destaca que os países em desenvolvimento são os que possuem as leis mais prejudiciais ao consumidor. Um retrocesso no processo de democratização leva o país de sétimo para quarto lugar na lista

Atrás apenas do Japão, Egito e Zâmbia, o Brasil tem um dos piores regimes de direitos autorais do mundo, referente às leis que mais restringem direitos do consumidor no acesso a serviços e produtos culturais. A conclusão é da IP Watchlist 2011, um levantamento sobre direito autoral e propriedade intelectual feita pela Consumers Internacional - federação que congrega entidades de defesa do consumidor em todo o mundo, incluindo o Idec.

O Idec participou do trabalho, fazendo o relatório sobre a situação no Brasil. O trabalho leva em conta questões como as possibilidades trazidas pela legislação autoral para o acesso dos consumidores a serviços e produtos culturais, exceções e limitações para usos educacionais das obras, preservação do patrimônio cultural, acessibilidade, adaptação da lei aos novos modelos digitais e utilização privada dos bens culturais.

O relatório da CI destaca que os países em desenvolvimento são os que possuem as leis mais prejudiciais ao consumidor. Uma das críticas feitas pelo relatório é a punição excessiva prevista aos consumidores considerados infratores da lei quando realizam tarefas cotidianas como, por exemplo, transferir arquivos de um equipamento para o outro, para uso pessoal. Por outro lado, não há qualquer punição prevista aos fornecedores que cerceiam os direitos do consumidor.

"Que tipo de punição recebe o proprietário dos direitos autorais que interfere nos direitos do consumidor a ponto de impedi-lo de fazer uma cópia para backup ou para estudo? A resposta é que em todos os países pesquisados, não há qualquer sanção ao proprietário dos direitos autorais", aponta o relatório. A pesquisa cita ainda que as reformas planejadas para a Lei de Direitos Autorais no Brasil pode ser uma das primeiras a prever uma solução real para os consumidores, cujos direitos são obstruídos pelos fornecedores. A proposta é coibir qualquer prática que impeça o exercício dos direitos do usuário.

O advogado do Idec, Guilherme Varella, que contribuiu com o levantamento, lembra que o Brasil havia ficado na sétima posição na pesquisa de 2010, caindo agora para a quarta, o que demonstra um retrocesso no processo de democratização dos direitos autorais. Isso teria ocorrido após o governo dar manifestações claras de que não vai mais rever sua lei de direito autoral (Lei 9.610/98).

"A LDA passou por processo de reforma no ano passado, com consulta pública aberta à participação popular, depois de seis anos de debate intenso, conduzido pelo Ministério da Cultura. O anteprojeto de lei que reforma a LDA iria para o Congresso Nacional com um texto muito avançado, que equilibrava a proteção dos autores com o interesse público de acesso à cultura", afirmou Varella. "Nesse novo governo, o Ministério da Cultura recuou da reforma e não se mostra favorável à flexibilização da lei".

A LDA ainda permite o DRM (digital rights management), um sistema de gerenciamento digital que restringe a utilização de produtos que o consumidor adquire legitimamente no mercado. Pela lei, as empresas podem colocar essa "trava tecnológica" em um CD ou DVD e este tocar apenas em um aparelho de som e não em outro. O DRM também restringe o número de cópias privadas. A lei, assim, vai contra princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, que protege direitos como a liberdade de escolha do consumidor e a lealdade nas relações de consumo.Para ilustrar como isso funciona, o Idec realizou uma pesquisa esse mês, matéria da Revista do Idec 153.

A lista dos dez países pior colocados neste ano tem o Japão em primeiro lugar, como o país com as piores leis, seguido pelo Egito, Zâmbia, Brasil - na quarta posição -, Argentina, Tailândia, Quênia, Reino Unido, Jordânia e Chile. Em 11 diferentes áreas analisadas, como uso educacional, uso literário e liberdade para compartilhar e transferir informações, nenhum dos 24 países pesquisados alcançaram a nota máxima. Mais de dois terços deles receberam a pontuação mais baixa em pelo menos uma dessas áreas. Confira aqui a íntegra da pesquisa.http://a2knetwork.org/sites/default/files/IPWatchlist-2011-ENG.pdf

Educação

O Brasil se mantém entre os países com a pior nota no quesito possibilidades educacionais. Isso se dá pelo fato da lei autoral não permitir a cópia para uso educacional ou científico. Os livros científicos brasileiros são extremamente caros. Muitas vezes, seus autores já receberam pelas obras, através de bolsas e salários, como ocorre com as universidades públicas, e mesmo assim os estudantes não têm direito de tirar uma cópia desses livros para fins unicamente de estudo, sem finalidade comercial.

Além disso, segundo o advogado do Idec, há uma ação ostensiva da indústria reprográfica no Brasil contra copiadoras de livros. "Pela lei, as copiadoras podem tirar cópias de "pequenos trechos" de obras, ainda que não se especifique o que são pequenos trechos. Algumas organizações têm intimidado proprietários de copiadoras e coagidos seus funcionários a não tiraram cópias nem de pequenos trechos, infringindo direitos dos alunos e desses profissionais", apontou Varella.

No mais, ainda na questão educativa, a LDA não permite a cópia nem a digitalização de obras. Assim, livros raros, não mais editados, podem apodrecer em estantes de bibliotecas sem que nada possa ser feito. O mesmo vale para as cinematecas. Filmes antigos, livros importantes, que compõem o patrimônio cultural e educacional brasileiro, podem se perder por inconsistência dessa lei.


LDA e Internet

Foi reaberta no Congresso a discussão do Projeto de Lei 84/99, a chamada Lei Azeredo. O PL prevê o monitoramento dos usuários pelos provedores de internet e a permissão para que cortem sua conexão em caso de conduta suspeita de violação de direitos autorais. A linha é a mesma das leis da França e Espanha, prevendo a intervenção direta na esfera individual dos consumidores. Por aqui, o movimento de cultura digital batizou o PL de AI-5 Digital, em referência ao famigerado ato institucional da ditadura militar, que cassou direitos civis e políticos, em 1968.

Fonte:

Assessoria de Imprensa
Contato: Arlete Rodrigues
Telefones: (11) 3874-2162 / 2161
e-mail: imprensa@idec.org.br

terça-feira, 15 de março de 2011

Circuito Ascine-RJ na MFL 2011

Caros , é com imenso orgulho que a Ascine-RJ anuncia mais um ano de parceria com a mostra do filme Livre . Confira abaixo os cineclubes participantes .
Confira a programação no site do festival
http://www.mostradofilmelivre.com/11/agenda.php

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Prefeitura de Fátima do Sul fecha cineclube(s)

Caros , hoje pela manhã quando checava meus emails me deparei com este que segue abaixo , ele foi postado na lista de diálogos do CNC(Conselho Nacional de cineclubes Brasileiros ), trata-se de um desabafo e de uma denuncia de um companheiro cineclubista do Mato Grosso do Sul . Pelo que se pode Perceber , Lá em Fátima do Sul que fica no Mato Grosso do Sul , a Prefeita , senhora Ilda Salgado Machado governa com mãos de ferro, para si e não para o povo .

Email de Vinicius Oliveira

Queridos Cineclubistas

Escrevo para contar as dificuldades que enfrentamos em Fátima do Sul MS com o nosso Cine.
Fomos comtemplados no edital para municípios com até 20 mil habitantes de 2009, e o projeto teve início em julho de 2010.
Os problemas começaram já para assinar o projeto escrito, a prefeita não queria assinar, devia achar que era bobagem eu não entendia o que se passava naquela cabeça. Imagine depois que o projeto foi contemplado, foi uma luta. Logo após a chegada dos equipamentos, devido o tamanho da tela precisamos nos mudar para outro espaço mais adequado. O projeto começou tímido, na estréia a prefeita não compareceu e tivemos um grande atraso, mas era um dia especial e nosso cine estava montado. Ao decorrer do ano recebemos muitas escolas, ONGs, e público em geral. Funcionava muito com as escolas, e os professores gostavam pois fugia daquilo que sempre tinham em sala de aula, pois através do cinema puderam muitos entrar em contato com a realidade. Fizemos mostras de cinema, participamos de circuitos nacionais, foi muito bom.
Até que em dezembro de 2010 resolvemos fazer uma semana com filmes do cinema mundial, antes que as atividades de Natal que a prefeitura realiza todo ano tivesse início na praça em que o Cine se localiza. A prefeita queria que fizéssemos sessões durante as atividades de Natal (isso eu fiquei sabendo depois que o Natal acabou), mas não funcionava, pois o barulho na praça era muito grande e interferia tanto, ao ponto de não dar para ouvir o que se passava no filme com o volume nas alturas. E também estávamos chegando num período de poder exibir filmes mais elaborados, e isso não seria possível, porque os informantes da prefeita não entendiam o valor daqueles filmes e falavam mal, pois com certeza gostariam de assistir Dois filhos de Francisco ou Xuxa especial de Natal. Esperamos acabar o Natal e tentamos voltar com as atividades, mas sem sucesso pois logo depois que reabrimos a prefeita ordenou que o Cine fosse fechado. Entramos de férias, e na volta fui exonerado.
Desde o começo foi difícil realizar uma coisa tão simples, logo que recebemos os equipamentos a prefeita me chamou na sala dela pra dizer que esses equipamentos ela comprava com dinheiro daqui, que não precisava das coisas de fora e que eu estava viajando muito, sendo que fui até Cuiabá para a oficina de capacitação. Tive que apenas ouvir, pois uma pessoa que tem a capacidade de afirmar uma coisa assim não deve ser segura de si mesma. Conversar sobre a importância das políticas públicas culturais era impossível, imagine só o diálogo com uma prefeita que não faz a mínima ideia do que seja um edital e de como fazemos para concorrer com um projeto. Ela ao menos tem o ensino fundamental, e acha que vive uma monarquia.
Isso não é nada das coisas que aconteceram, daria um livro sobre barbaridades que já tive que ouvir. Sou estudante de Artes Cênicas, e sei que o trabalho realizado em Fátima do Sul era o mínimo que eu poderia fazer, afinal não tínhamos recursos específicos para a cultura. O projeto está parado e estarei em contato com a direção do Cine Mais Cultura tentar resolver a situação. A prefeitura que não cumpriu com o seu dever, pois deveria manter o espaço destinado ao Cine.
Desculpem o desabafo, mas é bom as pessoas saberem que ainda existem prefeitos assim, principalmente em municípios pequenos. O Nome dela é Ilda Salgado Machado, esposa do Deputado Londres Machado e mãe de Grazielle Machado vereadora em Campo Grande.

Grato pela atenção de todos, e precisamos reconquistar a cultura sul-mato-grossense!

Att
Vinicius Oliveira
Email encaminhado por :
v.i.nni@hotmail.com

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Cineclube Beco do Rato fora do Beco.

O Cineclube Beco do Rato nasceu em outubro de 2005 com o intuito de ser um ponto de livre acesso a bens culturais, tanto para quem produz quanto para quem apenas quer apreciar. E é carregando essa bandeira, a bandeira do livre acesso que realizamos nossas sessões semanalmente toda quinta feira na Lapa, hora com roda de choro e poesias, hora com exposição de quadros, grafite, lançamento de livros, debate político pré-eleição, enfim, tudo que conseguimos fazer e juntar gente pra realizar.

Nesse pensamento, iniciamos no fim do segundo semestre de 2010 um projeto de itinerância que tem o objetivo de ocupar novos espaços por um curto tempo a fim de fomentar o nascimento de um novo cineclube que será um ponto de encontro, local em que pessoas se conhecem, novos projetos nascem...

Sempre carregamos nossos ideais e é por isso que não ocuparemos mais o espaço que criamos e ajudamos a fomentar, o bar agora, assim como o cineclube desde seu inicio se chama Beco do Rato, mas é importante não confundir, pois hoje lá nas noites de quinta (até semana passada noite de cineclube e choro) agora se cobra entrada e um muro de caixas de cerveja divide a rua entre os que podem entrar e os que não podem . O Cineclube não funciona assim, não pode compactuar com isso, nossa bandeira é a do livre acesso, é a proposta de juntar gente, proporcionar invenções, trocas, liberdade por que cultura é a mãe! E como se pararmos a bicicleta cai, continuaremos com nossa itinerância onde todos são bem vindos.

Nossa próxima exibição será dia 11 na quadra do Coroado na Cidade de Deus, Apê em seguida realizaremos a sessão em parceria com a Mostra do Filme Livre (MFL) na sala de Cinema Eduardo Coutinho em Jacarepaguá no Retiro dos Artistas, em Abril estaremos no Ciep César Perneta em Parque União, lá realizaremos duas exibições por mês durante quatro meses... Enfim, o Rato muda de toca, aumenta a quantidade de amigos e segue andando pela Cidade(s).
Um abraço a todos e até a próxima sessão, nossa programação é regularmente atualizada no blog, twitter e facebook, nos procure, siga e adicione.

Um queijo e uma cachaça para todos
Informações em:
www.becodorato.wordpress.com
www.twitter.com/cinbecodorato
cineclubebecodorato@gmail.com
Também estamos no facebook e twitter, nos adcione

André Sandino Costa – Membro fundador e atual coordenador do Cineclube Beco do Rato
Vanessa Junqueira - Produtora Executiva do Cineclube Beco do Rato
Veridiana Cardoso – Produtora do Cineclube Beco do Rato
Leonardo Oliveira – Produtor do Cineclube Beco do Rato

O cineclube Beco do Rato é uma realização da Associação Cidadela .
É filiado a Ascine-RJ(Associação de Cineclubes do Rio de janeiro e ao CNC(conselho nacional de cineclubes Brasileiros ).
È Membro dom Coletivo fora do Eixo .

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nova Secretária do Audiovisual

From: Lidnarla Carvalho de Aguiar
Sent: Wednesday, February 02, 2011 6:39 PM
Subject: Nova Secretária do Audiovisual



Ana Paula Santana foi nomeada ao cargo nesta quarta-feira

Foi nomeada nesta quarta-feira, 2 de fevereiro, a nova secretária do Audiovisual Ana Paula Santana, escolhida recentemente pela ministra, Ana de Hollanda, ao anunciar a sua equipe. Ana Paula será a mais nova e a única mulher a ocupar o cargo antes ocupado pelo roteirista Newton Cannito. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União. “Considero o convite da ministra Ana de Hollanda antes de tudo uma decisão corajosa que me motiva a trabalhar cada dia mais para o meu país.”

Ana Paula ingressou no Ministério da Cultura como estagiária em 2002 e há nove anos se dedica exclusivamente ao setor audiovisual. Foi assessora na extinta TV Cultura e Arte, coordenadora de intercâmbio cultural da SAv, assessora internacional e jurídica do secretário, gerente de fomento às atividades audiovisuais, chefe de gabinete da SAv de 2007 a 2010, diretora de Programas e Projetos Audiovisuais, secretária do Audiovisual substituta, dentre outras funções.

A secretária afirma não gostar de trabalhar com marca de gestões, mas que quer deixar um legado de construir a identidade cultural de sua geração. “A minha geração é uma geração perdida da cultura brasileira. Agora eu tenho a oportunidade de fazer a diferença. E eu farei a diferença trabalhando em conjunto com os mestres e novos jovens no estimulando o aprendizado e valorizando o que o nosso país tem a nos dar. Bebendo do passado e construindo o futuro. Acho que eu e minha geração podemos fazer a Revolução Criativa”.

Sobre a sua experiência na SAv, Ana Paula relata que foi muito privilegiada em ter convivido com os secretários José Álvaro Moisés, Orlando Senna, Silvio Da-Rin e Newton Cannito. “Aprendi muito com José Álvaro que me deu a oportunidade de trabalhar com Lisiane Taquary que teve a sensibilidade de evidenciar e investir no meu talento; com a confiança e sabedoria de Orlando Senna; com a ética, respeito ao trabalho público e com a trajetória de construção institucional do audiovisual brasileiro de Silvio Da-Rin e com toda genialidade, criatividade e poder de inovação do Newton Cannito. Desde que entrei na SAv busquei fazer o melhor, sempre com curiosidade, ética e responsabilidade, aprendendo a cada dia, pois tinha como lema que quem fazia o mais também tinha que aprender a fazer o menos. Por isso muito me orgulha ter feito de tudo na SAV”.

A nova secretária assegurou que continuará com o trabalho que Secretaria do Audiovisual desenvolveu nos últimos anos e pretende avançar muito. Avançar no poder criativo do indivíduo, no papel indutor do estado em criar mecanismo de sustentabilidade das ações e processos, e pretende contar com apoio de todos do setor audiovisual para construção conjunta de políticas para o audiovisual no brasileiro e para aumentar a sua presença no cenário internacional. Ainda pretende reforçar a competência de formulação de políticas na Secretaria do Audiovisual, tendo em vista que este setor tem papel estratégico na Política do Estado Brasileiro. “Não podemos nos esquecer em nenhum momento que o audiovisual desde as ações de preservação da memória e dos acervos até as ações distribuição e difusão são elos importantes que merecem olhar apurado e ações e políticas efetivas. Tenho consciência que o Audiovisual é uma das molas propulsoras a economia criativa e temos que também navegar nessa nova onda. A onda da economia criativa, da economia de serviços, dos coletivos criativos, onde idéias/conceitos/processos e inovação são ativos que agregam os valores que o público consumidor deseja e escolhe”, afirma.

Assessoria de Comunicação SAv/MinC

Narla Aguiar

Ministério da Cultura

Assessoria de Comunicação
Secretaria do Audiovisual
(61) 2024-2265

www.cultura.gov.br/audiovisual

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CARTA DO CNC - CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES - À MINISTRA ANA DE HOLLANDA

CARTA DO CNC - CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES - À MINISTRA ANA DE HOLLANDA
Excelentíssima Senhora,
Ana de Hollanda
DD. Ministra de Estado da Cultura

O Movimento Cineclubista Brasileiro, através de sua entidade nacional - o CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, que conta cerca de 500 cineclubes associados e em atividade em todos os 27 estados, parabeniza sua nomeação para o exercício do cargo de Ministra de Estado da Cultura.

Estamos certos que seu histórico de militância pelas artes e pela cultura brasileira, são garantidores de que o Ministério da Cultura continuará em boas mãos e que sua gestão seguirá fortalecendo e ampliando a importância do MinC na implementação de políticas públicas federais que objetivem promover as condições necessárias a erradicação da miséria e mais do que isso, para que todos os brasileiros possam exercer plena cidadania social, econômica e cultural.

Manifestamos também nossa certeza de que sua gestão preservará, fortalecerá e ampliará os canais de diálogo e as instâncias de participação da sociedade civil junto ao Ministério da Cultura, que apesar de terem sido criados durante os último oito anos, necessitam ainda ser fortalecidos, ampliados e aprimorados de modo a que venham a se consolidar como instrumentos de uma efetiva e permanente política de estado para o setor cultural.

Por outro lado, manifestamos também nossas expectativas de que as vitoriosas políticas públicas, programas, ações e parcerias que vinham sendo desenvolvidas pelo MinC relacionadas ao cineclubismo, como por exemplo, a Programadora Brasil e o programa Cine+Cultura, que durante a gestão do ex-Secretário do Audiovisual, Silvio Da Rin foram fortalecidos, ampliados e no nosso entendimento, consolidados.

Solicitamos portanto especial atenção de Vossa Excelência para que tais programas não sofram qualquer solução de continuidade, mesmo porque são eles frutos maduros do atendimento à históricas reivindicações apresentadas ao MinC pelo conjunto do movimento cineclubista brasileiro e do estabelecimento de uma parceria concreta entre o estado e a sociedade civil organizada.

Comunicamos ainda nossa imensa alegria em relação ao fato de ter Vossa Excelência destacado em seu discurso de posse, como um seus principais objetivos, o de promover o desejável e necessário casamento das políticas culturais com as políticas educacionais, já que atualmente esta é também uma das principais bandeiras de luta do movimento cineclubista brasileiro. Neste contexto colocamos o CNC e o movimento cineclubista brasileiro a sua inteira disposição para a concretização também deste objetivo.

Finalmente, solicitamos que na medida do possível, mas dentro do menor prazo de tempo, conceda uma audiência aos nossos representantes, na qual lhe serão apresentados os resultados que vêm sendo auferidos pelos projetos e programas atualmente em desenvolvimento através de parcerias com este Ministério, bem como as nossas propostas para sua continuidade e aprimoramento.

Na certeza da atenção de Vossa Excelência, apresentamos nossos votos de sucesso e consideração.

Saudações Cineclubistas,

Pela Diretoria
Luis Alberto Cassol
Presidente do CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros


CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros

Diretoria Executiva:
Presidente: Luiz Alberto Cassol - Cineclube SMVC/RS
Vice-Presidente: Saskia Sá - Cineclube Abd Capixaba/ES
Secretário Geral: Gilvan Veiga Dockhorn - Cineclube Abelin Nas Nuvens/RS
Secretário Adjunto: Lauro Monteiro - Cineclube Paraty/RJ
Tesoureiro: Télcio Brezolin - Cineclube Lanterninha Aurélio/RS
Tesoureiro Adjunto: Mariza Teixeira - Cineclube Vozes Do Morro/ES
Diretor de Articulação Regional: Gê Carvalho - Cineclube Amoeda Digital/PE
Diretor de Articulação Regional Adjunto: Davy Alexandrisky - Cine Olho/RJ
Diretor de Formação: Jorge Conceição - Cineclube Imaginário/BA
Diretor de Formação Adjunto: Isidoro Cruz Neto - Cineclube Projeto Kalu/MA
Diretor de Memória: Nélson Marques - Cineclube Natal/RN
Diretor de Memória Adjunto: Gizely Cesconetto - Cineclube Laguna/SC
Diretor de Acervo e Difusão: Bruno Nunes Cabús - Cineclube Central/ES
Diretor de Acervo e Difusão Adjunto: Carolinne Vieira - Cineclube Gastrô/CE
Diretor de Comunicação: João Batista Pimentel Neto - Cineclube Difusão/SP
Diretor de Comunicação Adjunto: Simone Norberto - Cineclube Oca/RO


Diretorias Regionais:
Norte:
Diretor Regional: Arthur Leandro - Cineclube Rede [Aparelho] /PA
Diretor Adjunto: Juliana Machado - Cineclube Aquiry/AC
Nordeste:
Diretor Regional: Graziele Andrade Ferreira - Cineclube Npd Orlando Vieira/SE
Diretor Adjunto: Alex Nunes Barroso (Alex Fedoxx) - Cine Molotov/CE
Centro Oeste:
Diretor Regional: Lourenço Aparecido Favari - Cineclube Crec/SP
Diretor Adjunto: Daniela Maria Teixeira - Cineclube Participação/ES
Sudeste:
Diretor Regional: Renata De Oliveira Ramos - Cineclube Funec/MG
Diretor Adjunto: Valdecir Edson Marques - Cine Everest/SP
Sul:
Diretor Regional: Reno Luiz Caramori Filho - Cineclube Independente/SC
Diretor Adjunto: Helen Maria Psaros - Cine Guará/PR

domingo, 9 de janeiro de 2011

Marcados os dois próximos encontros do Pcult RJ

É com muita satisfação que convidamos, convocamos informamos.
Os dois primeiros encontros do PCult RJ na Rua estão marcados.
Abaixo seguem as informações sobre os locais, horários, datas.

Vamos levar o papo da cultura, do acesso pra fora do terreno da produção e criação.
Um forte abraço a todos e até lá

18/01, 18 horas – CISANE
Rua Sebastião de Melo, 384 - Jardim Nova Era - Nova Iguaçu - RJ - Tel.: (21) 3103-9495
quem vem do rio pode pega o evanil na central, sentido CABUÇU (só serve da empresa evanil: Dutra / Prefeitura / Shopping / entrada de madureira / passa a unig / quando passa pelo posto de gasolina Mega Iguacu, saltar no terceiro ponto / segue em frente pela rua silvio de freitas / passa em frente ao posto de saúde de nova era e a creche de nova era e já chegou.
quem vem de trem espere na estação que o CISANE vai dar maiores informações sobre o transporte. Pros perdidos, 78998357 ou 31039495, que o disk perdido da cultura estará funcionado.

24/01, 19 horas – Campus Avançado
Rua Coronel Tamarindo, 61 - Gragoatá
fica em frente ao Clube Gragoatá a 300m da entrada do Campus do Gragoatá da UFF.
(se puser o endereço no google maps aparece tudo)
http://partidodacultura.blogspot.com/

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Revisão da lei de direito autoral e Ecad

Publicado em http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/192340-REVISAO-DA-LEI-DE-DIREITO-AUTORAL-PODE-COMECAR-A-TRAMITAR-NESTE-SEMESTRE.html



Revisão da Lei de Direito Autoral pode começar a tramitar neste semestre
A nova ministra da Cultura, Ana de Holanda, afirmou que uma de suas prioridades é a revisão da Lei de Direito Autoral. A tramitação da proposta, que está sendo discutida pela Casa Civil, deve começar neste primeiro semestre.

No ano passado, o anteprojeto ficou sob consulta pública no Ministério da Cultura por quase três meses e recebeu mais de 8 mil sugestões. Ao longo dos debates, foram organizadas mais de 80 reuniões setoriais em todo o Brasil, seis seminários nacionais e um internacional, o que envolveu mais de 10 mil interessados e o estudo da legislação de mais de 30 países.

O texto divulgado, porém, ainda não incorporou o resultado dessas consultas.

Licença não voluntária
O governo vai propor mudanças na chamada licença não voluntária, um dos pontos mais polêmicos da lei em vigor. Por esse instrumento, interessados em explorar comercialmente uma obra poderão pedir ao Estado uma autorização especial.

O mecanismo poderia ser usado no caso de obras não exploradas pelo titular de direito, como autores já mortos, e principalmente em casos de herdeiros que dificultam ou negam a exibição do trabalho. Nesse caso, os herdeiros continuariam sendo remunerados pelos direitos autorais, com valor fixado pelo MinC com base em valores de mercado. Há dois casos conhecidos: os textos da escritora Cecília Meireles e as obras da artista plástica Lygia Clark.

A ministra Ana de Holanda afirmou que o tema é polêmico e o que está em análise na Casa Civil é um texto que ela não conhece. Segundo a ministra, é necessário ouvir mais pessoas do meio artístico e da área jurídica. "Chamar mais juristas, mais pessoas que possam conhecer e entender do assunto mais profundamente porque é uma questão muito delicada, porque mexe com a criatividade. A criatividade para mim é uma prioridade. Isso merece um olhar um pouco mais delicado."

Apoio social

A ministra assumiu o cargo recebendo uma Carta Aberta assinada por ONGs, centros de cultura e universidades que elogia iniciativas do governo passado, como o desenvolvimento de softwares livres, as discussões sobre o Marco Civil da Internet e a iniciativa de revisão da lei de direitos autorais.

O coordenador do Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, Cláudio Prado, elogia a iniciativa de mudanças na lei de direitos autorais. "O direito autoral precisa ser visto como forma de equilibrar o direito pessoal dos autores e o direito público, que é garantido por todas as Constituições do mundo. Só que essas duas garantias são contraditórias diante das possibilidades que o digital faz. Então mais da metade do mundo chama de pirataria uma fantástica forma de democratizar acessos."

Atualmente, mais de dez mil processos sobre direitos autorais tramitam na Justiça, sendo que a maioria deles trata de direitos na música. A ministra Ana de Holanda afirmou que os avanços dos últimos oito anos na pasta serão assegurados e lembrou que, nos quatro primeiros anos de Lula, na época de Gilberto Gil, ela trabalhava na Fundação Nacional de Arte (Funarte), ligada ao MinC, e que, por isso, se sente participante dessas conquistas.


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Publicado em http://www.bkcsom.com.br/2011/01/ecad-na-berlinda/

ECAD na berlinda

O ministério da Justiça, através da Secretaria de Direito Econômico (SDE), instaurou um processo contra o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). A denúncia, feita pela Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), acusa a instituição de formação de cartel, alegando que o escritório e suas associadas cobravam o mesmo valor relativo a direitos autorias, não permitindo concorrência.

A Lei Federal 9.610/98, conhecida com Lei do Direito Autoral, confere ao Ecad o monopólio da arrecadação e distruibuição dos valores dos direitos autorais relativos à execução pública de música no país. Os donos dos direitos podem fixar os valores para a execução pública de suas obras indivudualmente ou por meio de associações. Mas o que ocorre hoje, segundo o presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, é diferente. As associaçõess fixam os valores dos direitos em conjunto, e não de forma individual, como previsto na lei.

A SDE resolveu intervir, por se tratar de um bem cultural, já que o escritório é responsável pelos direitos autorais. Segundo Annenberg, a associação tentou encontrar um solução para a questão há alguns anos, mas o Ecad se recusou a colaborar. "A instituição simplesmente não se dispôs a estudar novas formas, mais justas e eficazes", desabafa.

Annenberg acrescenta que o escritório cobra 2,5% do faturamento bruto de cada emissora, independentemente do conteúdo ou dos autores das músicas. "A cobrança em cima da arrecadação total da empresa deixa claro que estamos lidando com um cartel", conclui. O presidente da ABTA acusa ainda o Ecad de ser um monopólio, que tem o direito de arrecadar e distribuir, mas que não deveria ter o poder de fixar valor, o que deveria ser feitos pelos autores. Também segundo Annenberg, uma associação que queira cobrar um preço diferente, atualmente, não pode. "Um associação de compositores, por exemplo, que tenha um repertório diferente e queira cobrar valores diferentes, não pode se filiar ao Ecad. Só podem se associar a entidades que têm o mesmo pensamento do escritório", denuncia.

A superintendente executiva do Ecad, Gloria Braga, explica que o escritório não pode ser caracterizado como um cartel. "Nosso sistema de gestão e de nossas associadas não pode ser cartel porque as atividades de arrecadar e distribuir direitos autorais não são de natureza econômica, já que a música não pode ser caracterizada como um bem de consumo a ser ditado pelas regras de concorrência", defende.

Segundo Gloria, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já analisou e julgou o caso, entendendo que o Ecad não exerce atividade econômica, uma vez que sequer tem finalidade lucrativa, atuando apenas como mandatário dos autores de músicas.

Matéria de Fernanda Coimbra, revista Backstage, paginas 32 a 34, edição 191, outubro/2010. Leia na íntegra em http://www.backstage.com.br/