domingo, 12 de dezembro de 2010

CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES BRASILEIROS TEM NOVA DIRETORIA

Fonte : lista de dicussão CNC dialogo

CONSELHO NACIONAL DE CINECLUBES BRASILEIROS TEM NOVA DIRETORIA

Em Assembléia Geral realizada em Recife (PE), no encerramento da 28ª Jornada Nacional de Cineclubes foi eleita a nova diretoria para o CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.

Realizada no período de 5 a 9 de dezembro, a 28ª Jornada Nacional de Cineclubes contou com a participação de 239 cineclubes em atividade em 26 estados, que além de elegerem novos dirigentes para a entidade, debateram e aprovaram as diretrizes que devem nortear a ação do movimento cineclubista brasileiro nos próximos dois anos.

O evento contou ainda com a participação de representantes das principais entidades governamentais e não governamentais do setor audiovisual, e ainda, de cineclubistas de 31 países dos cinco continentes, que vieram ao Brasil para participar da 3ª Conferência Mundial de Cineclubismo e da Assembléia Geral da FICC – Federação Internacional de Cineclubes, realizadas paralelamente a Jornada.

Segundo o novo presidente do CNC, Luiz Alberto Cassol “a nova Diretoria deve dar continuidade, aprofundar e fortalecer ainda mais as ações que vêm sendo desenvolvidas pelas sucessivas diretorias que comandaram o CNC nos últimos sete anos, que, para além das metas de reorganização do movimento e reocupação dos espaços institucionais almejados inicialmente, resultaram na transformação do CNC numa das maiores e mais importantes entidades do audiovisual brasileiro na atualidade. Nossas metas continuarão sendo basicamente as mesmas, ou seja, continuaremos lutando intransigentemente pelos direitos do público e pela universalização do acesso aos bens culturais. Pelo respeito às identidades e diversidades culturais e para que o cinema e o audiovisual brasileiro ocupem de forma majoritária todas as telas e janelas existentes no Brasil.”

Cassol destacou que pretende manter e fortalecer ainda mais as parcerias do CNC com todas as demais entidades do audiovisual brasileiro, especialmente as que vêm sendo desenvolvidas com o CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, CBDC – Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural, ABD – Associação Brasileira de Documentaristas e suas seções estaduais e com o Fórum dos Festivais.

Já a Vice-Presidente do CNC, Saskia Sá destacou como metas da nova diretoria a continuidade e consolidação dos principais projetos que vêm sendo desenvolvidos pelo CNC, como o Cine+Cultura, de recuperação da memória do movimento cineclubista brasileiro e da Filmoteca Carlos Vieira.

“Daremos ainda prioridade absoluta a realização de Seminários Estaduais e Nacional sobre a questão do Cinema e do Cineclubismo na Educação e ao acompanhamento da tramitação do projeto de lei do Senador Cristóvan Buarque que trata do tema. Do ponto de vista interno, nossa prioridade será o de ajudarmos a consolidação das entidades cineclubistas estaduais já existentes e a criação de novas entidades nos estados onde ainda não existem, já que entendemos que este é o melhor caminho para a democratização e horizontalização cada vez maior do movimento e do próprio CNC”.

Dentre as propostas aprovadas pelos cineclubistas participantes da 28ª Jornada Nacional de Cineclubes, além das diretrizes tiradas nos GTs que serão organizadas para a publicação dos anais da Jornada, merecem ainda especial destaque:

* O apoio do movimento cineclubista brasileiro a proposta de mudanças na atual lei do Direito Autoral, visando o fortalecimento dos direitos do público;
* O apoio à aprovação pelo Senado do PLC 116 (Nova Lei do Cabo);
* O apoio as políticas públicas voltadas à federalização das ações do MinC;
* O apoio ao projeto de Lei de Reforma da Lei Rouanet atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados;
* O apoio ao PNBL – Plano Nacional de Banda Larga;
* A continuidade das lutas pelo aumento da cota de tela no cinemas brasileiros e pela criação de cotas para a produção independente em todas as janelas e plataformas.

Confira abaixo a composição da nova diretoria do CNC

CHAPA NAÇÃO CINECLUBE

Diretoria Executiva:

Presidente: Luiz Alberto Cassol – Cineclube SMVC/RS

Vice-Presidente: Saskia Sá – Cineclube Abd Capixaba/ES

Secretário Geral: Gilvan Veiga Dockhorn – Cineclube Abelin Nas Nuvens/RS

Secretário Adjunto: Lauro Monteiro – Cineclube Paraty/RJ

Tesoureiro: Télcio Brezolin – Cineclube Lanterninha Aurélio/RS

Tesoureiro Adjunto: Mariza Teixeira – Cineclube Vozes Do Morro/ES

Diretor de Articulação Regional: Gê Carvalho – Cineclube Amoeda Digital/PE

Diretor de Articulação Regional Adjunto: Davy Alexandrisky – Cine Olho/RJ

Diretor de Formação: Jorge Conceição – Cineclube Imaginário/BA

Diretor de Formação Adjunto: Isidoro Cruz Neto – Cineclube Projeto Kalu/MA

Diretor de Memória: Nélson Marques – Cineclube Natal/RN

Diretor de Memória Adjunto: Gizely Cesconetto – Cineclube Laguna/SC

Diretor de Acervo e Difusão: Bruno Nunes Cabús – Cineclube Central/ES

Diretor de Acervo e Difusão Adjunto: Carolinne Vieira – Cineclube Gastrô/CE

Diretor de Comunicação: João Batista Pimentel Neto – Cineclube Difusão/SP

Diretor de Comunicação Adjunto: Simone Norberto – Cineclube Oca/RO

Diretorias Regionais:

Norte:

Diretor Regional: Arthur Leandro – Cineclube Rede [Aparelho] /PA

Diretor Adjunto: Juliana Machado – Cineclube Aquiry/AC

Nordeste:

Diretor Regional: Graziele Andrade Ferreira – Cineclube Npd Orlando Vieira/SE

Diretor Adjunto: Alex Nunes Barroso (Alex Fedoxx) - Cine Molotov/CE

Centro Oeste:

Diretor Regional: Lourenço Aparecido Favari – Cineclube Crec/SP

Diretor Adjunto: Daniela Maria Teixeira – Cineclube Participação/ES

Sudeste:

Diretor Regional: Renata De Oliveira Ramos - Cineclube Funec/MG

Diretor Adjunto: Valdecir Edson Marques – Cine Everest/SP

Sul:

Diretor Regional: Reno Luiz Caramori Filho – Cineclube Independente/SC

Diretor Adjunto: Helen Maria Psaros – Cine Guará/PR



João Baptista Pimentel Neto
Diretor de Comunicação
CNC – Conselho nacional de Cineclubes Brasileiros

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Próximas reuniões Ascine-RJ

Caros cineclubistas,

A ASCINE-RJ realizará 2 reuniões de caráter geral antes da 28a Jornada Nacional de Cineclubes:

- Dia 25/11, às 19 horas - Reunião no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, Centro de Nova Iguaçu (Rua Getúlio Vargas, 51. Próximo à estação de trem de Nova Iguaçu).
- Dia 01/12, às 19 horas - Reunião na sede da ASCINE-RJ, Centro do Rio de Janeiro (Rua do Teatro, 7. Próximo ao Teatro João Caetano)


Com base na última reunião do dia 17/11 devemos deliberar sobre:


1 - Participação da comitiva fluminense na 28ª Jornada Nacional de Cineclubes
À princípio já temos 3 pontos já foram destacados:
1) reformulação da Instrução Normativa 63, objetivando o reconhecimento de cineclubes sem CNPJ delegando-se às entidades representativas formalmente constituídas a reponsabilidade pela confirmação de existência desses grupos informais;

2) valorização e pleno reconhecimento das entidades representativas estaduais (caso CNC, Oi, ASCINE-RJ);
3) reconhecimento, por parte dos órgão oficiais, da diferença entre as exibições de caráter comercial e cultural.

2 - SEC
Deliberação final sobre solicitação de reunião para ainda este ano. Possibilidade de nota de repúdio à SEC na 28a Jornada Nacional de Cineclubes.

3 - CNPJ da ASCINE-RJ
4 - Anuidades
5 - Sede da ASCINE-RJ, sede das Regionais da ASCINE-RJ
6 - Secretarias Regionais ASCINE-RJ
7 - Revisão de Estatuto ASCINE-RJ / Revisão estatuto CNC
8 - Jornada Fluminense

Os 5 itens finais caminham juntos. Nas últimas semanas temos discutido como poderia se estabelecer Secretaria Regional ASCINE-RJ da Baixada Fluminense, se ela reproduziria localmente o modelo da ASCINE-RJ ou se ela teria um modelo próprio, mas sempre cumprindo o papel de organizar e dinamizar as questões da Baixada no próprio local (lutas municipais) e para a ASCINE-RJ (luta estadual para o benefício da região).

Muito se pensou e se debateu e algumas ideias surgiram, tais como a criação de frentes de trabalho de acordo com certos temas. Hoje em dia existem diretores divididos por temas (acervo, comunicação, administrativo, etc). Com base em conversas, chegamos à conclusão que não há nada que faça os cineclubes filiados colaborarem com os diretores. Então, a ideia foi de que cada cineclube que entrasse na ASCINE-RJ apoiasse diretamente alguma Diretoria a sua escolha. Mas, ao escrevermos as condições para essa colaboração notamos que a figura do Diretor era dispensável. Propomos então uma revisão de estatuto onde não existe mais uma Diretoria, apenas frentes de trabalho. A questão de Secretarias Regionais passa a valer mais. Elas vão promover encontros regionais das diversas frentes. O encontro que reúne todas as frentes (e, desta forma, todas as regiões) é a Jornada Fluminense.

Com a revisão de estatuto poderemos encaminhar melhor as questões de CNPJ, sede, secretarias regionais e anuidades (de acordo com o que for estabelecido pelo novo estatuto). E temos que ver quais propostas de revisão de estatuto da ASCINE-RJ cabem para o CNC.

Contamos com a participação de todos os interessados!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

28ª Jornada Nacional de Cineclubes


A ASCINE-RJ e os cineclubes fluminenses estarão lá.

Pelos Direitos do Público!

RECIFE: CAPITAL MUNDIAL DO CINECLUBISMO
28 Jornada Nacional de Cineclubes, 3 Conferência Mundial de
Cineclubismo e Assembléia Geral da FICC - Federação Internacional de
Cineclubes serão realizadas em dezembro no Recife

Celebrar a consolidação da rearticulação do movimento cineclubista brasileiro, sua reconhecida liderança e protagonismo no cenário mundial nas lutas pela democratização do acesso à cultura audiovisual, pelo fortalecimento das diversidades e identidades culturais e pelos direitos do público. Estes são os principais objetivos da 28ª Jornada Nacional de Cineclubes, da 3ª Conferência Mundial de Cineclubismo e da Assembléia Geral da FICC – Federação Internacional de Cineclubes que serão realizadas entre 5 e 11 de dezembro em Recife (PE).

Organizados pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros em parceria com a FEPEC – Federação Pernambucana de Cineclubes e com a FICC – Federação Internacional de Cineclubes, os eventos já tem confirmadas as participações de delegados de mais de 250 cineclubes que desenvolvem atividades de difusão audiovisual em todos os 27 estados brasileiros, de representantes de federações nacionais cineclubistas filiadas à FICC – Federação Internacional de Cineclubes em mais 50 países do mundo, de lideranças das principais entidades não governamentais do audiovisual brasileiro e das mais importantes autoridades governamentais da cultura do brasileiros.

Segundo Antonio Claudino de Jesus, presidente do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e Vice Presidente da FICC – Federação Internacional de Cineclubes “neste período, Recife será momentaneamente a capital mundial do movimento cineclubista e neste sentido, todas as milhares de pessoas que no mundo inteiro lutam e militam pela democratização do acesso à informação, aos meios de acesso e aos instrumentos do fazer cultural, pelo respeito e fortalecimento das identidades e diversidades culturais e pelos direitos do público, estejam ou não presentes, estarão antenados e acompanhando os debates que acontecerão na capital pernambucana”.

Ainda segundo Claudino de Jesus, a realização destes eventos em Recife além de marcar a consolidação da rearticulação do movimento cineclubista brasileiro iniciada em 2003, fortalecerá ainda mais a liderança e protagonismo que vêm sendo desenvolvidos pelos cineclubistas brasileiros nos últimos anos, quer no cenários dos movimentos do audiovisual nacional ou internacional.

“Estaremos em Recife comemorando os resultados alcançados por um processo iniciado em 2003, numa situação na qual o movimento cineclubista brasileiro se encontrava completamente desorganizado e desarticulado nacional e internacionalmente. Lembro-me bem. Na primeira reunião que foi articulada com o objetivo de resgatar e reorganizar o movimento cineclubista brasileiro, organizada pelo companheiro Leopoldo Nunes, que na época era chefe de Gabinete do Ministro Gilberto Gil, éramos menos que uma dezena de cineclubistas. Tal reunião resultou na realização da 24ª Jornada Nacional de Cineclubes que aconteceu em 2004 durante o Festival de Brasília e que contou com a participação de representantes de cerca de 60 cineclubes brasileiros. Pois bem, sete anos depois, graças a militância de centenas de novos militantes, do apoio e das políticas públicas implantadas pelo Governo Federal (e também de alguns governos estaduais e municipais) fico extremamente feliz em anunciar ao Brasil e ao mundo todo de que hoje o movimento cineclubista brasileiro está vivo e mais atuante como nunca se verificou na história. Prova disso é que nacionalmente, o CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros conta hoje com cerca de 500 cineclubes filiados e está presente em todos os 27 estados da federação, dentre os quais em pelo menos 5 já conseguimos nos rearticular institucionalmente em nível estadual. E isso ainda é pouco já que sabemos que existem atualmente mais de 1000 cineclubes em atividade no país. Já do ponto de vista da participação e representação institucional junto às instâncias nacionais e internacionais do setor audiovisual temos também muito a comemorar, afinal, restabelecemos, fortalecemos e avançamos muito dentro da proposta inicial que era de apenas recuperar os espaços que tínhamos perdido. Prova disso é que hoje, através do CNC, o movimento cineclubista brasileiro ocupa a vice presidência da FICC – Federação Internacional de Cineclubes, vários cargos na Diretoria Executiva e no Conselho do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, restabeleceu parcerias com as principais entidades não governamentais do audiovisual brasileiro e participa de vários instâncias consultivas e deliberativas governamentais federais, estaduais e municipais.”

Finalizando, o Presidente do CNC declarou: “Temos sim muito a comemorar, mas sabemos que a luta continua e que portanto, precisamos nos manter unidos e molilizados. E este é o sentido e o objetivo maior destes eventos que realizaremos em Recife.”

Política Cineclubista

Já o secretário geral e diretor de comunicação do CNC, João Baptista Pimentel Neto destacou a importância política das atividades que serão realizadas em Recife. “É verdade. Teremos muito a comemorar e celebrar em Recife. É importante porém que seja registrado que durante os eventos acontecerão as eleições para as novas diretorias do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e da FICC – Federação Internacional de Cineclubes.”

Segundo Pimentel, apesar de tratarem-se de assuntos aparentemente de ordem interna no movimento, o resultado destas eleições são da maior importância para o cineclubismo brasileiro e mundial. “A escolha de novos dirigentes para o CNC e para FICC serão certamente um dos temas mais importantes dos eventos, já que serão determinantes para que o processo atual tenha continuidade. Acredito que diante dos resultados que serão apresentados, não encontraremos problemas quanto a continuidade e assim, o movimento cineclubista brasileiro acabará certamente consolidando sua liderança mundial, alicerçada na continuidade do processo que vêm sendo desenvolvido nacionalmente.”

Ainda segundo Pimentel, o maior indicativo disso é que pela primeira vez na história a FICC – Federação Internacional de Cineclubes realiza uma Assembléia Geral na América do Sul, sendo que durante seus 60 anos de existência, tal atividade aconteceu uma única vez fora da Europa. “A Assembléia Geral da FICC só aconteceu fora da Europa há 25 anos atrás, em Cuba. E isso é também um mote comemorativo. E indica que finalmente o Brasil e o movimento cineclubista brasileiro estão prontos e aptos para exercer a lidença mundial.”

Homenagens e atividades paralelas

Durante o evento acontecerão ainda várias atividades paralelas, dentre as quais merecem destaque a realização de várias mostras de cinema nacional e internacional. Como por exemplo a Mostra que reunirá os principais filmes do premiado cineasta iraniano Kamran Shirdel, praticamente inédita no Brasil.

Serão ainda prestadas várias homenagens a personalidades nacionais e internacionais que receberão do CNC o Prêmio “Paulo Emílio Salles Gomes e certificados de reconhecimento aos serviços prestados à cultura, ao audiovisual e ao cineclubismo.

Créditos

A 28 Jornada Nacional de Cineclubes, a 3 Conferência Mundial de Cineclubismo e a Assembléia Geral da FICC – Federação Internacional de Cineclubes são uma realização do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros em parceria com a FICC – Federação Internacional de Cineclubes e a FEPEC – Federação Pernambucana de Cineclubes.

São co-realizadores o Governo do Estado de Pernambuco através das Secretarias Estaduais de Cultura e de Educação, da FUNDARPE (Coordenadoria de Vídeo e Cinema), com recursos do FUNCULTURA.

Os eventos contam com o patrocínio do Governo Federal, através do Ministério da Cultura (FNC – Fundo Nacional de Cultura; SE – Secretária Executiva; SAV – Secretaria do Audiovisual; SPC – Secretaria de Políticas Culturais e SAI – Secretaria de Articulação Institucional / Programa Cine + Cultura e da Representação Regional do Nordeste), do Ministério das Relações Exteriores (Divisão de Promoção Audioviual) e do Ministério da Educação (FUNDAJ – Fundação Joaquim Nabuco).

Várias entidades não governamentais também apoiam os eventos, entre as quais merecem registro: o CBC – Congresso Brasileiro de Cinema; o CBDC – Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural; a ABD – Associação Brasileira de Documentaristas; a ABD/ APECI – Associação de Cienastas de Pernambuco; a ABEPEC – Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Cultuais, o CPCB – Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, a APCNN – Associação de Produtores e Cineastas do Norte e Nordeste; o Fórum de Festivais; a APIJOR – Associação de Propriedade Intelectual dos Jornalistas; a UFES – Universidade Federal do Espírito Santo, entre outras.

Confira a programação:
PROGRAMAÇÃO DA 28 JORNADA NACIONAL DE CINECLUBES

Maiores informações:

28 Jornada Nacional de Cineclubes:
http://28jornadanacionaldecineclubes.wordpress.com

3 Conferência Nacional de Cineclubes
http://3conferenciamundialcineclubismo.wordpress.com

CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
http://cncbrasil.wordpress.com


João Baptista Pimentel Neto
Secretário Geral e Diretor de Comunicação do CNC

E-Mail: 28jornada.Comunicacao@cineclubes.org.br
Cel: 11.84927373

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Movimento Cine Vaz Lobo

A ASCINE-RJ esteve no ultimo sábado, dia 20 de Novembro, presente apoiando a manifestação promovida pelo Movimento Cine Vaz Lobo pela reutilização do antigo Cinema do bairro como Centro Cultural e salas de cinema, uma alternativa aos complexos de cinema dos Shoppings. Trazendo um cinema mais acessível a população.

Abaixo material publicada no Jornal Extra

Jornal EXTRA – domingo 21 de novembro de 2010 – 1º Caderno – pág. 15 – Geral

Em cartaz, a volta do Cine Vaz Lobo
Movimento luta pela revitalização de área de lazer da Zona Norte
CAMILA FREITAS camila.freitas@extra.inf.br

O bairro de Vaz Lobo pode voltar a ser um dos polos culturais da Zona Norte do Rio. Pelo menos no que depender do esforço do Movimento Cine Vaz Lobo - preservação, cultura e memória. O grupo, com cerca de 15 integrantes, que possuem em comum a paixão pelo bairro, pretende chamar a atenção de autoridades e pessoas famosas que tiveram sua origem na região para a importância da volta do cinema para moradores e comerciantes.

Um dos principais nomes do movimento, o historiador Ronaldo Luiz Martins conta que o cinema já foi o principal da região, atraindo moradores de Vaz Lobo e até mesmo de bairros vizinhos.

- Era um cinema de 1.800 lugares, que representa a época do auge de Vaz Lobo. Ele fechou quando Os cinemas de rua morreram, em 1982. Hoje, é esse prédio abandonado que nos restou - diz Ronaldo, desolado.

Movimento cultural

O movimento propõe, por meio de um projeto da arquiteta Fernanda Costa - também integrante do grupo -, que o cinema seja revitalizado, transformando-o em três salas de cinema e um teatro. Está prevista ainda a construção de uma praça ao redor do prédio.

- O bairro não possui um meio de cultura. A classe média vai toda para Madureira, Vicente de Carvalho, Centro, Barra. Precisamos retomar a cultura local e, assim, desenvolver o comércio da região - afirma o advogado Gilson Buarque, morador do bairro há 1mais de 60 anos, que também participa do movimento.

Prédio estava na rota da Transcarioca

O Cine Vaz Lobo chegou a ser ameaçado de demolição para a construção da Transcarioca. Mas, devido a um projeto da Subsecretaria Municipal de Patrimônio Cultural, o prédio será preservado e o traçado da via, desviado para outra área de Vaz Lobo. A decisão deixou os integrantes do movimento satisfeitos e com mais força para lutar pela revitalização do prédio - proposta também inclusa no projeto, mas ainda sem estudos por parte da Secretaria de Obras.

O primeiro passo nós já conseguimos. Agora, queremos que o Cine Vaz Lobo volte a funcionar como nos anos dourados. Quero deixar isso para os meus netos - afirma Ronaldo.

Participação

Quem quiser participar do Movimento Cine Vaz Lobo pode entrar em contato com os integrantes por meio do e-mail cinevazlobo@bol.com.br.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ata da ultima reunião da Ascine-RJ- 17/11/2010)

Foi realizada na última quarta-feira, dia 17/11, na sede da ASCINE-RJ, a reunião geral do mês de novembro.
Nas rodadas de discussões, cinco assuntos foram abordados.
A saber:

- Diretoria Financeira / Anuidades:
Diante das dificuldades que Maycon Santos vem encontrando para acompanhar minimamente os assuntos relacionados ao
dia a dia da ASCINE-RJ, a assembléia optou por substituí-lo, aprovando por aclamação o nome de Vanessa Junqueira, que ocupará a diretoria Financeira duarante
os cinco meses e meio que restam para o fim da atual gestão.
Em alguns dias, a atual Diretora Financeira entrará em contato com os representantes dos Cineclubes que ainda não quitaram suas anuidades referentes ao ano
de 2010. O valor das anuidades está mantido em R$ 50,00 (cinquenta reais).

- SEC:
Como já anunciado, logo após a divulgação dos balanços das representações de Pernambuco, Pará e Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Cultura convidou Antônio Claudino de Jesus,
para uma reunião que contaria com a presença da ASCINE-RJ e ABDeC que, mais uma vez, apresentariam a proposta de política pública, formulada em 2006, voltada para cineclubismo
e produção de curtas-metragens no Estado do Rio de Janeiro.
Segundo Flávio Machado, apesar de o convite ao Presidente do CNC ter partido da SEC, o órgão se negou a arcar com as despesas de seu deslocamento do Espírito Santo para
o Rio de Janeiro, motivo pelo qual a reunião acabou não acontecendo em nenhuma das datas sugeridas pela ASCINE-RJ em concordância com Antônio Claudino de Jesus.
Ainda segundo Flávio Machado, a proposta a ser entregue à SEC está sendo revista pela ABDeC e pela ASCINE-RJ, que avaliam a necessidade de uma atualização.
Davy Alexandrisky, do Cine Olho, sugeriu que novas investidas sejam feitas a partir do início da nova gestão.

- Oficinas Cine Mais Cultura:
Esteve presente à reunião a equipe que nas últimas semanas ministrou a oficina de capacitação cineclubista para os contemplados no edital do Rio do Programa Cine Mais Cultura.
Em duas semanas, quatro turmas foram oficinadas. Participaram representantes projetos provenientes de várias regiões do estado, além de outros oriundos de cinco estados.
Na avaliação da equipe, o resultado foi bastante positivo e permitirá que o movimento cineclubista fluminense alcance o interior do estado, objetivo traçado durante a 27ª Jornada Nacional, em BH (2008), ampliando, consequentemente, a democratização do acesso ao audiovisual.
A equipe foi formada por Leonardo Oliveira, Flávio Machado, André Sandino, Vanessa Junqueira e Veridiana Cardoso.

- Secretaria Regional da Baixada Fluminense
Em virtude do aumento considerável de cineclubes em atividade na região da Baixada Fluminense, vem sendo discutido a implantação da primeira secretaria regional no estado.
Esta secretaria deverá funcionar como um "braço" da ASCINE-RJ, sendo coordenada por cineclubistas locais.
Seus objetivos principais deverão ser articulação do movimento e fomento da expansão da atividade cineclubista na região.
Atualmente, 1/3 dos cinelubes filiados à ASCINE-RJ estão localizados na Baixada Fluminense e este número poderá aumentar levando-se em consideração a quantidade de projetos
oriundos da região aprovados no edital do Cine Mais Cultura.
A Regional deverá ser sediada no município de Nilópolis e a forma como se estruturará ainda está sendo discutida.

- 28ª Jornada Nacional de Cineclubes
André Sandino ressaltou a importância de a comitiva fluminense ter claramente definidos quais os pontos deverão ser defendidos durante a 28ª Jornada Nacional de Cineclubes, a ser realizada no início
de dezembro, em Recife. Flávio Machado sugeriu que, por meios de análise das propostas que têm circulado em diversas listas, se definam quais pontos deverão ser levados à discussão pela comitiva.
Três pontos já foram destacados:
1) reformulação da Instrução Normativa 63, objetivando o reconhecimento de cineclubes sem CNPJ e delegando-se às entidades representativas formalmente constituídas
a reponsabilidade pela confirmação de existência desses grupos informais;
2) valorização e pleno reconhecimento das entidades representativas estaduais; e
3) reconhecimento, por parte dos órgão oficiais, da diferença entre as exibições de caráter comercial e cultural.
A comitiva fluminense será formada por 21 representantes de cineclubes, dos quais 18 são filiados à ASCINE-RJ.

Estiveram presentes na reunião:
André Sandino (Cineclube Beco do Rato)
Davy Alexandrisky (Cine Olho)
Diego Bion (Cineclube Buraco do Getúlio)
Elaine Cristina Esteves (Cineclube Buraco do Getúlio)
Flávio Machado (Cine Mofo)
Leonardo Oliveira (Cineclube Subúrbio em Tense)
Vanessa Junqueira (Cineclube Beco do Rato)

domingo, 14 de novembro de 2010

Reunião Geral da ASCINE-RJ dia 17/11

Caros Cineclubistas,
será realizada na próxima quarta-feira, dia 17/11, a reunião geral do mês de novembro.

Em pauta:
- 28ª Jornada Nacional de Cineclubes;
- Secretaria Regional da Baixada Fluminense;
- Anuidades.

A reunião acontecerá na sede da Associação (Rua do Teatro, 7 - Centro, Rio de Janeiro), às 19 horas.

Contamos com a presença de todos.

Até lá!

sábado, 9 de outubro de 2010

Movimento cineclubista: luz, projetor e formação de público

Fonte: http://visoesperifericas.org.br/blog/2010/10/08/movimento-cineclubista-luz-projetor-e-formacao-de-publico/

Após um período de refluxo cineclubista na década de 1990, recentemente o movimento voltou a crescer. Se por um lado, podemos falar das atuais facilidades tecnológicas, como a portabilidade dos equipamentos (computadores e projetores). Por outro, não se pode desconsiderar o engajamento político necessário para manter o desejo cineclubista de formação de público cinematográfico. “Cineclubista é bicho perseverante”, brinca André Sandino, coordenador do Cineclube Beco do Rato e diretor de acervo da Associação de Cineclubes do Rio de janeiro (Ascine-RJ) e acrescenta: “este ano realizaremos o Circuito em parceria com o Festival Visões Periféricas, que conta com a participação de 10 cineclubes espalhados por todo território Fluminense.” Na entrevista a seguir, Sandino fala mais sobre a situação do cineclubismo no Brasil.

Como nasceu o Cineclube Beco do Rato? Quando acontecem as sessões? Existem outras atividades que pessoas interessadas possam participar?

O cineclube Beco do Rato nasce em outubro de 2005 e, desde então, muita coisa aconteceu como o surgimento do grupo de Poetas Ratos de Versos, o 1º Festival Ratoeira (festival que tem como lema a ideologia do cineclube que é não praticar curadoria predatória – todos os filmes inscritos foram exibidos, cerca de 100 títulos de todo Brasil). Além das duas atividades citadas, outras continuam acontecendo, nascem de forma espontânea durante a trocação de ideia, na rua fora ou dentro do bar.

Esse ano o Cineclube completa 5 anos de atividade e a partir do final de outubro passamos a realizar, além das sessões semanais na Lapa, uma itinerância semanal em duas comunidades: Cidade de Deus e Parque União no Complexo da Maré. Em Parque União realizaremos as exibições nas dependências do Ciep Cesar Perneta , uma parceria que acreditamos ser fundamental na nossa luta por formação de público para o cinema brasileiro, público com visão critica …

Existe o projeto de exibir os filmes do Festival Visões Periféricas no circuito de cineclubes do RJ. Como serão as exibições?

A associação de cineclubes do Rio de Janeiro (Ascine-RJ), realiza em parceria com seus filiados e festivais interessados o circuito Cineclubista. A parceria com o Visões Periféricas acontece desde a primeira edição do festival, seja com o júri Cineclubista ou com o circuito. Este ano realizaremos o Circuito, que conta com a participação de 10 cineclubes espalhados por todo território Fluminense e teremos um júri que contemplará o filme premiado com um troféu e um circuito de exibição proposto aos 35 cineclubes filiados a Associação.

. . .

Nascidos nos anos 20, os cineclubes se vinculam a uma concepção revolucionária e democrática de organizar a relação do público com a obra cinematográfica – agora audiovisual. Cineclube é o espaço do novo e do povo.

Hoje vivemos um momento muito particular na História, em que a tecnologia digital abre uma oportunidade única de democratização de meios de produção e distribuição do audiovisual. A proposta cineclubista se encaixa muito bem na perspectiva de renovação democrática no campo do audiovisual.

Mais informações:

http://becodorato.wordpress.com/

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A Associação de Cineclube do Rio formula carta balanço da atual secretaria de cultura do estado.

Prezados,

Segue abaixo um breve histórico e análise, propostos pela ASCINE-RJ (Associação de Cineclubes do Estado do Rio de Janeiro), das políticas públicas voltadas para o cineclubismo, implementadas pelas atuais gestões dos governos estaduais de Pernambuco, Pará e Rio de Janeiro. Acreditamos ser um momento propício para isso, pois é necessário fazer um balanço dos últimos quatro anos, logo agora, às vésperas de decidirmos se queremos novas gestões ou a continuidade (com avanços) das que estão em exercício.


O recorte Pernambuco, Pará e Rio de Janeiro, traz ao documento ainda maior relevância, pois estes são os três estados brasileiros com movimentos cineclubistas organizados, respectivamente, FEPEC (Federação Pernambucana de Cineclubes), ParaCine (Federação Paraense de Cineclubes) e ASCINE-RJ (Associação de Cineclubes do Estado do Rio de Janeiro).


* * *


Observando-se a atuação da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE), nota-se o diálogo estreito com o movimento cineclubista de seu estado, sempre procurando apoiá-lo, prestigiá-lo e fortalecê-lo para sua organização e ampliação.


O movimento cineclubista pernambucano passou a ter uma atuação mais coordenada a partir de 2006 e logo em 2008 a FUNDARPE realizou o I Encontro de Cineclubes Pernambucanos, que deu origem a FEPEC. Ainda no mesmo ano, a Fundação aprovou, publicou e tornou possível o primeiro edital brasileiro com categoria especifica para fomento à atividade cineclubista, todo escrito pela FEPEC, além de contratá-la para ministrar cinco oficinas de formação cineclubista em cidades do interior do estado.


Em 2009, em parceria, FUNDARPE e FEPEC realizaram o Seminário “Circuito em Construção – Auto-sustentabilidade Cineclubista” e na formação de um júri específico da Federação para contemplar um filme com o “Prêmio Cineclubista – Melhor Filme para Reflexão” nos festivais realizados pelo governo. E, novamente, a FEPEC foi chamada para ministrar 10 oficinas em diversas regiões do estado incluindo a metropolitana.


Neste ano, FUNDARPE e FEPEC reeditaram as parcerias no Prêmio Cineclubista e em mais 10 oficinas, agora em escolas estaduais situadas nas regiões do Pacto pela Vida. Numa ação colaborativa de enorme proporção no audiovisual pernambucano, FUNDARPE, FEPEC e outras entidades do segmento do audiovisual, realizam o CineCabeça no Cinema São Luis. O CineCabeça consiste em sessões cineclubistas com acesso livre aos sábados para o publico em geral e, de quarta a sexta, leva alunos das escolas publicas através do Cine Escola e do Centro de Atitudes.


Segundo Gê Carvalho, Presidente da FEPEC, “estas ações foram fundamentais para o crescimento da atividade cineclubista, bem como para o aumento do numero de filiados a FEPEC (de 7 para 33 em dois anos)”.


Importante lembrar que no último dia 21, o Governo estadual lançou a edição 2010/2011 do Funcultura/Audiovisual (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura), chegando à marca de R$ 20 milhões investidos no fomento a projetos independentes. Dentre as diversas categorias encontra-se Incentivo ao Cineclubismo: este ano, o teto é de R$ 100 mil para as modalidades de criação, manutenção de cineclubes, além de integração de linguagens (algumas delas destinadas a pessoas físicas e jurídicas).


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Após dois anos de intensa agitação cultural, o movimento cineclubista organizado paraense recentemente fundou a ParaCine. A sua relação com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult-PA) tem outro testemunho a nos dar, de uma caráter de início de construção.


Francisco Weyl, Coordenador Geral da ParaCine, afirma que “uma das maiores conquistas alcançadas pela Secretaria foi a consulta pública para que representantes de diversas linguagens e categorias artísticas e culturais pudessem participar do Conselho Estadual de Cultura, nomeado, mas ainda não empossado”. Nesse sentido, ele sente que “houve uma virada institucional: estímulo às produções culturais de todos os setores (eruditos e populares); reconhecimento (e sutil modificação) de projetos que já estavam na agenda cultural do Estado (Festival de Ópera); e o fortalecimento (e/ou o resgate e/ou o estímulo à criação de novos) grupos informais e entidades da capital e de vários municípios do Pará”. O cineclubismo entraria neste último item.


Essa mudança de tratamento às entidades e grupos culturais estaria disseminada em diversos órgãos do governo estadual, ainda que de fato não plenamente articulados entre si, e apesar da ausência de uma política pública mais clara e diretamente direcionada ao cineclubismo.


Atualmente, um maior abrigo à atividade cineclubista localiza-se em um trabalho de pessoas ligadas à ParaCine na realização de sessões em escolas (com apoio tímido da UEPA e da Seduc-PA); através do projeto INVOACINE da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (FAPESPA), que forma jovens cineclubistas, além de fundar cineclubes; e na parceria com a TV/Portal Cultura, que vai disponibilizar uma agenda pública e revelar o espaço ocupado pelo cineclubismo no Estado.


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O movimento cineclubista organizado fluminense data de 2004 e constituiu sua entidade de representação, a ASCINE-RJ (Associação de Cineclubes do Estado do Rio de Janeiro), em 2006.


Desde dezembro do referido ano, quando Luiz Paulo Conde ainda não havia assumido a pasta, a associação vem entregando sistematicamente à Secretaria de Estado de Cultura (SEC) um documento que objetiva auxiliar o crescimento do audiovisual no Rio de Janeiro, além de estabelecer uma potente rede de comunicação audiovisual entre todos os seus municípios, elaborado e assinado ao lado de ABDeC-RJ (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas – Seção Rio de Janeiro) e FEPA-RJ (Fórum das Experiências Populares em Audiovisual). O então Secretário, em sua gestão, jamais recebeu algumas dessas três entidades.


Em 2007, Luiz Paulo Conde sai da Secretaria e é substituído pela ex-cineclubista Adriana Rattes. O documento é reenviado algumas vezes e, até hoje, permanece ignorado. Nenhuma de suas solicitações, demandas ou propostas foi acatado ou ao menos acena uma hipótese mínima de concretização. Com a nova Secretária, é importante destacar que, enfim, a ASCINE-RJ passou a ser recebida pela SEC. Contudo, oportunidades históricas para o surgimento da mais importante rede estadual de cineclubes foram sendo perdidas sucessivamente.


Podemos começar falando das Salas Oscarito, circuito criado pela SEC na gestão Rosinha Garotinho, sob coordenação da então superintendente do audiovisual Carmem Vargas, que não mereceu qualquer olhar mais ou menos atento até o presente momento, apesar de ser contemplado nas propostas da ASCINE-RJ. Estas salas compõem um circuito de mais de 20 espaços fora da capital do estado completamente desarticulado, muitas sem funcionamento e algumas com equipamentos subtraídos.


Ainda que aprovado pela Lei de incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, a 27ª Jornada Nacional de Cineclubes – projeto elaborado pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) e pela ASCINE-RJ – foi realizada em Minas Gerais. Recordamos que Antônio Claudino de Jesus (Presidente do CNC e Vice-Presidente da Federação Internacional de Cineclubes) veio ao Rio de Janeiro, na tentativa de articular junto à SEC apoio para a realização da Jornada no Estado. Porém, desta reunião não vieram nem promessas de financiamento tampouco de articulações de apoios institucionais. Claudino de Jesus sai do Rio de Janeiro sem ser recebido pela Secretária, pessoa responsável pela única Jornada Nacional ocorrida no estado, na década de oitenta. Sem recursos, o CNC transfere o evento para Minas, onde em cerca de três meses todos os recursos, preparativos e realização são levantados e executados. Para garantir a presença de uma expressiva delegação fluminense, a SEC oferece uma única van.


No início do ano passado, a ASCINE-RJ é convidada pela SEC para organizar oficinas de capacitação cineclubista em alguns dos Núcleos de Cultura a serem implantados em todas as 400 escolas da rede estadual. Em um primeiro momento, duas escolas receberiam as oficinas: uma no bairro de Santa Cruz e outra no município de São João de Meriti, no bairro de Coelho da Rocha. A previsão de início das oficinas era abril de 2009. Passou para junho e depois para outubro do mesmo ano. A ASCINE-RJ não foi mais procurada para tratar do assunto. Já no fim de 2009, a associação realizou oficinas de capacitação cineclubista para os contemplados de um edital nacional promovido pela ação Cine Mais Cultura, Ministério da Cultura. Desde seu início, é a primeira vez que a associação é remunerada por ministrar oficinas e, no contato com os vários contemplados, experimenta um grande aumento de cineclubes filiados, ganhando expressividade no interior do estado. Encerrando o ano, a ASCINE-RJ inicia diálogo com a SEC para a realização de um Encontro de Exibidores Não Comerciais do Estado do Rio de Janeiro. Seria o primeiro encontro do tipo no país, reunindo de forma inédita cineclubes (por volta de 100 em todo o estado), pontos de cultura, unidades exibidoras do Sistema S, universidades, etc.


Ao longo de 2010, ASCINE-RJ e SEC conversaram diversas vezes sobre o Encontro, porém, chegamos ao fim deste ano com a confirmação da Secretaria de que ela não tem recursos para o evento, sugerindo que a associação apresente o projeto para o ano que vem (mesmo sem saber se a atual gestão se manterá). Contudo, o Encontro iria se realizar à propósito 28ª Jornada Nacional de Cineclubes, a ser realizada em dezembro, em Recife. Seria a oportunidade do cineclubismo fluminense chegar melhor preparado, com propostas que possam fazer jus ao seu destaque nacional. Infelizmente, há ainda o perigo da delegação fluminense não ir, pois a SEC, novamente alegando falta de recursos, informou que não será possível apoiar a ida dos filiados da ASCINE-RJ. Por fim, a associação sugere a realização de um debate em que, pela primeira vez, reuniria 4 lideranças do cineclubismo brasileiro e internacional (ASCINE-RJ, FEPEC, ParaCine, CNC, FICC) debruçando-se sobre o tema "Organização e Conquistas do Movimento Cineclubista no Brasil e no Mundo”. Sob a alegação de falta de recursos, a SEC descartou a possibilidade de custear 3 passagens aéreas e sugeriu a realização de uma videoconferência com a participação de apenas uma pessoa em conexão.


Aproximando-se o fim do ano, novamente a ASCINE-RJ é convidada pela ação Cine Mais Cultura para ministrar oficinas, agora para 51 instituições fluminenses contempladas em seu edital estadualizado, além de outras entidades suplentes em outros editais. Vale ressaltar que este edital é mais um passo da política de descentralização e empoderamento social do Ministério da Cultura (inclusive, indiretamente, beneficiando a própria ASCINE-RJ), e, de forma alguma, pode ser encarado como uma política pública para a cultura da SEC. Aliás, a Secretaria, em quatro anos, lançou somente uma bateria de editais, onde um deles supostamente destinava-se também a cineclubes. Contudo, exibidores comerciais e não-comerciais (cineclubes) foram tratados como iguais, mas têm naturezas e desdobramentos de atividades absolutamente diferentes (vide Instrução Normativa 63 da ANCINE).


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Durante o período apresentado, a ASCINE-RJ realizou parcerias com os principais Festivais/Mostras que acontecem no estado (Mostra do Filme Livre, CurtaCinema, Visões Periféricas, etc), sendo uma prática pioneira desde a rearticulação do movimento cineclubista nacional, em 2003. Através delas os cineclubes podem garantir filmes para suas sessões; ganhar espaço nos catálogos através de seção própria; conseguir a realização de um debate sobre tema cineclubista na sede do festival; incrementar o banco estadual de filmes através da inclusão na ficha de inscrição de cláusula facultativa ao diretor do filme de cessão de direitos de exibição. Os festivais podem chegar a vários novos locais (inclusive outros municípios) e, desta forma, ter acesso a novos públicos; aumentar o número de locais de exibição, espectadores, meios e espaços de divulgação.


Outra prática lançada pela ASCINE-RJ, feita totalmente de modo voluntário e sem recursos, é a contabilização do público cineclubista. De setembro a dezembro de 2007, 25 cineclubes filiados realizaram 178 sessões, exibindo 574 filmes, mobilizando 8.811 espectadores. Ao longo de 2008, 21 cineclubes realizaram 220 sessões, exibindo 647 filmes, com 16.190 espectadores. Já em 2009, 17 cineclubes realizaram 190 exibições, com 544 filmes para 10.853 espectadores. De janeiro a abril de 2010, foram realizadas 54 sessões para mais de 3 mil pessoas.


Importantíssimo destacar que, de 2007 a 2010, raros são os cineclubes que realizaram sessões de forma ininterrupta ou que, de forma mais trágica, ainda existam. Baseado nos dados, é bastante revelador que um número baixo de cineclubes possa realizar uma quantidade alta de sessões (entusiasmo, vontade dos grupos) e que, por vezes, o contrário também aconteça (cansaço e falta de meios da Diretoria ASCINE-RJ em levantar os números; esgarçamento da relação entre cineclubes na falta de recursos para manterem suas sessões e/ou troca de práticas e experiências e/ou fortalecimento de comunicação). O movimento fluminense, a duras penas, ainda se mantém articulado, mas vem sentindo a ausência completa de atuação do poder público estadual, o que resulta em uma certa estagnação. Estagnação essa que, em se tratando de um movimento sociocultural, pode significar início de falência.


Encontros, debates, palestras; editais, linhas de financiamento; revisão de leis e de tributações; articulação com demais secretarias, parlamentares e o empresariado, ou seja, a existência de uma política pública cultural, voltadas para o cineclubismo são fundamentais para o surgimento, estímulo, fortalecimento, consolidação e ampliação de cineclubes e de seu movimento organizado. Na verdade, isso vale para todos os segmentos culturais. Em particular, o audiovisual não experimentou isso nos últimos quatro anos. Há o Cinema Para Todos, programa cujo objetivo é estimular a formação de público para o cinema nacional através da distribuição de vales-ingresso gratuitos a alunos, professores e diretores da rede pública estadual. Ainda que seja importante valorizar a cadeia de salas comerciais de cinema do interior, o programa é falho por não dar conta da continuidade da ida do aluno às sessões por não ser uma ação:


1 – de longo prazo e que permita a frequência, ao menos, semanal do aluno (cultivar o hábito);

2 – que possibilite a realização de debates após todas as sessões;

3 – que viabilize sistematicamente a freqüência de alunos que não contam com dinheiro para o transporte.


Ou seja, a primeira edição do programa utilizou-se de cerca de 900mil reais para o repasse de verba pública para entes privados. Caso fosse aplicado em cineclubismo nas escolas, tendo como parâmetro a ação Cine Mais Cultura (equipamentos permanentes + 104 DVDs de produções nacionais definitivamente doados + oficina de capacitação audiovisual e cineclubista para o empoderamento dos alunos, mobilizando a comunidade local, reinventando o espaço da escola), seriam 60 instituições beneficiadas. Segundo Claudino de Jesus, Presidente do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) e Vice-Presidente da Federação Internacional de Cineclubes (FICC) e membro do Conselho da Secretaria do Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura, “é inaceitável que gestores culturais públicos insistam em serem criadores de políticas públicas, numa atitude medieval de tentar impor à sociedade, que é quem produz cultura, ações governamentais descoladas da realidade social e que não têm sintonia com a realidade da sociedade. Esta sim, a verdadeira produtora de cultura e base fundamental (estética, conteudística e financeiramente) de todo e qualquer processo e produto cultural produzido no país. E, constrangidamente, assisto a atitudes autoritárias e desvalorizadas por parte de dirigentes públicos, que parecem negar sua história e que assumem atitudes inaceitáveis por parte de quem não abandonou seus princípios e valores democráticos e seus compromissos com o PÚBLICO, que lhes mantém, sustenta e fornece o substrato do imaginário, da poética e, fundamentalmente, dos recursos financeiros que são manipulados por estes atuais dirigentes. O Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e a Federação Internacional de Cineclubes declaram sua indignação frente a atitudes como esta, e seu protesto ante tais atitudes absolutamente desrespeitosas para com o público. Por fim, quero declarar que espero que os “tapetes vermelhos e as grifes” não venham a se sobrepor ao real trabalho cultural brasileiro, especialmente no Rio de Janeiro que é considerado por todos nós, brasileiros, a capital cultural do país. O Rio de Janeiro merece muito mais!” Após o resultado do pleito que se avizinha, a ASCINE-RJ procurará o responsável pela gestão dos próximos quatro anos no Estado do Rio de Janeiro e apresentará suas propostas e demandas bem como este balanço, deixando claro que não suportará a reprise deste filme.


Sempre abertos ao debate,


Flávio Machado - Diretor de Relações Institucionais, cinemofo@gmail.com

Leonardo Oliveira - Diretor Administrativo, leo.1301@yahoo.com.b

Matheus Topine - Diretor de Comunicação, matheustopine@gmail.com

Maycon Santos - Diretor Financeiro, mayconbemtv@gmail.com

André Sandino - Diretor de Acervo e Difusão, sandinoandre@gmail.com


ASCINE-RJ: ascinerio@gmail.com

Mais informações: http://ascinerj.blogspot.com/

Conselho Nacional de Cinelcubes Brsieliros – CNC – www.cineclubes.org.br

Federação Internacional de Cineclubes – FICC - www.filmklubb.no/IFFS /

www.mundokino.net